Mostrando postagens com marcador Carentena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carentena. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Um recado de mim do passado pra mim do futuro

Hoje não me recolho

À minha suposta insignificância

Não me encolho pra caber no sonho de alguém 

Como quem não sabe amar.

Ao contrário 

me expando

Explodo

à minha imensa significância

Ressignifico a distância

amalgamando

saudades

Amando


Meu constante desafio:

Me re-apaixono por mim mesma a cada instante.


Dito assim parece fácil

Parece um fio

Suspenso no espaço 

mas em meu sótão habitam

uns 4 mil fantasmas

Embora tenha medo do futuro

Muito mais que de almas penadas. 


então apenas

Viro pena

Viro pluma

Viro folha

deixo estar.

Permito ao universo 

seguir seu fluxo

E que ele me permita

nunca desistir

de ser livre

Que ele nunca me permita 

desistir

De ser leve

E que ele me permita 

nunca desistir de amar 


Que ele apenas

me leve

Ao sabor de uma brisa

Que cheira a sol 

Vento

Sol

Lar


(escrito em julho/2020 - arte por Pixie O'Harris #carentena #adamavagabunda)

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Fragmentada

 Eu quero falar duzôto aí eu digo pra mim mesma "deixa uzôto" e aí mim mesma responde pra eu "mas uzôto é escroto" e aí eu digo pra mim mesma "olha pra você" mim mesma pra eu "tô olhando... mas e o uzôto???" ambas se calam porque não sabem a resposta. 



terça-feira, 21 de abril de 2020

TRITROCENTÉSIMO DIA DA QUARENTENA

Depois da noite semi-insone me afogando em masoquismo emocional e auto-sabotagem, eu acordei meio dia, dormi por cinco horas, sonhei uns sonhos MUITO loucos, mas no final do sonho tinha uma pessoa que eu amei loucamente numa outra era e por quem tenho muito carinho apesar da distância, me dando uns conselhos muito maravilhosos (que eu não lembro quais foram, mas fizeram muito sentido naquele momento).

O acordar foi mal-humorado porque o interfone tocou e eu queria ter dormido mais umas duas horas, e eu meio dormindo meio acordada achei que era uma ligação de São Paulo e fiquei como, virada no Jiraya, que São Paulo te ligando no fixo cês já tão ligados né. Mas eram guloseimas, presente de um amigo lindo pro meu filho, então tá mais do que maravilhoso, bora acordar né.

Aí eu vi que ainda tinha uma réstia de sol no quintal, tirei a calça e tomei um solzinho nas pernas, de calcinha e blusa e quase pensando em pagar peitinho e proporcionar alguma distração pros meus vizinhos enquarentenados, mas aí lembrei que tenho um vizinho escroto que cheira pó a noite toda e fica gritando, quebrando coisas, já agrediu mulher e travesti e decidi que ele não merece essa visão do paraíso. Enquanto tomava meu copo de sol tal qual um lagarto Manoeldebarriano, escutava o filho de um puliça no telefone aos berros dizendo que tinha acabado de voltar da PRAIA! Isso mesmo que cês tão lendo, eu tô aqui abrindo mão dos meus rolés, abraçando e recebendo visitas de um total de ZERO amigos e me deprimindo com a quantidade de pessoas MORRENDO e o energúmeno tava na praia. Perdoem-me os outros vizinhos que tiveram que se contentar com minhas pernocas, minha camiseta surrada e minha calcinha de vovó bege zuper zenzual (ainda os considero sortudos, deixa o tal ir à praia de novo que eu boto os peitinhos pra jogo huahuahua).

A vitamina D me vitaminou e eu coloquei aquele disco irado do Air e fiz um alongamento daqueles que estala tudo e estica até as pregas do seu cu (se você ainda tiver alguma, claro). Tirei as teia de aranha do bambolê e coloquei a playlist de eletroswing (mais swing que eletro) no Spotify pirateado, bamboleei meus bofe pra fora e a serotonina bateu, deu onda e eu lá toda performática - eu podia dizer desengonçada, mas achei que performática combina mais com meu charme sagitariano... Tentei fazer um vídeo da bamboleada mas minha gata derrubou o celular, o que me provocou um mini-enfarto, mas tava tudo bem com o celular, embora o vídeo tenha ficado ó... uma bosta, tendo sido devidamente enviado ao limbo dos vídeos vergonhosos.

Ainda me sentindo a Farrah Fawcett num VHS dos anos 80 (essas referências de cacura sempre denunciam minha idade) eu consegui bater meu próprio recorde fazendo uns 8 agachamentos, 3 abdominais e umas 4 flexões (juro que foram flexões mesmo, não bozoflexões).

Me joguei na rede e olhei pro céu e pensei "vyado, tá um azul de Van Gogh nessa porra desse céu" e eu acho que a combinação de serotonina com vitamina D deu onda MESMO e putaquepariu QUE CÉU AZUL DA BUCETA! Quero ver eu ter insônia essa noite!!! Vou fazer PRANAYAMA até cair o nariz e VAISIFUDÊ RIVOTRIL - não, péra... Menas.