<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227</id><updated>2012-01-29T18:35:02.234-08:00</updated><category term='conto'/><category term='imagem'/><category term='visão de mundo'/><category term='panfleto'/><category term='crítica'/><category term='poesia'/><category term='prosa poética'/><category term='música'/><category term='crônica'/><category term='desilusão'/><category term='chaotic city'/><category term='dia-a-dia'/><title type='text'>A Dama Vagabunda</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2733773465256886998</id><published>2011-05-24T16:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T16:57:09.580-07:00</updated><title type='text'>P a s s a t e m p o</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-mWpqOU8zxP8/TdxErqC3UnI/AAAAAAAABJc/jaNeCk4snSM/s1600/tumblr_ldofs3eLYU1qaefeto1_500_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mWpqOU8zxP8/TdxErqC3UnI/AAAAAAAABJc/jaNeCk4snSM/s400/tumblr_ldofs3eLYU1qaefeto1_500_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610434752608162418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho vontade de ter febre, apenas pra sentir-me queimar novamente. Tenho uma nova obsessão: invento romances que não existem porque brincar de faz-de-conta ajuda a esquecer a dor da passagem do tempo. Mas a realidade volta e meia solicita minha presença com a voz fria de quem anuncia o portão de embarque de um vôo pra lugar nehum. Minha vó costuma dizer: “cabeça vazia, oficina do diabo”. Uma amiga ‘viada’ diz simplesmente, me sacudindo: “Get a life, biatch!”. Eu retiro do fundo da gaveta empoeirada aquela resposta pobre, mas limpinha, pra entregar pra minha vó, que já está morta, e pra minha amiga – que é imaginária. A mesma resposta que dou pra minha consciência todas as vezes em que ela resolve vestir seu uniforme de governanta alemã e me cobrar atitudes: “Tô tentando, mas vocês não sabem o quanto anda difícil ser eu ultimamente.” E me regozijo do quanto eu posso ser cretina e auto-piedosa, e sinto um nojinho de mim que é quase gostoso de sentir. Mas passa rápido. &lt;br /&gt;No fundo sou apenas uma garota que ainda não conseguiu entender exatamente o que é ser uma mulher, embora não o admita a nenhum ser vivente que não seu gato persa e sua tartaruga chamada Dinorah, e desconfia que isso pode perdurar até que ela morra aos 80 anos, louca e esquecida em algum tempo ancestral ao seu. &lt;br /&gt;Nos meus romances inventados há muito pouco drama, o amor é descomplicado e as horas boas passam lentas, como deveria ser na vida real, mas quase nunca é. Alterno minhas tardes e noites (as manhãs dedico aos sonhos) entre habitar fantasias febris e esvaziar minha mente com pequenas distrações mundanas, adiando o mundo lá fora, que ainda assim, vez por outra, insiste em arrombar a porta da minha casa quando um vento mais forte de vida real a impele a se abrir sem que eu o permita.&lt;br /&gt;Meus dias passam lentos porque são tediosos, e minutos de tédio escorrem devagar por entre os meus dedos enrugados depois de horas desperdiçadas na banheira cheia de água com sais importados da Índia que minha amiga imaginária trouxe da última de sua série de excursões excêntricas à procura de sua “verdade interior” (o que quer que isso signifique). Ela gosta de viajar, eu não. Eu gosto de inventar. &lt;br /&gt;Invento-me amando e sendo amada, invento-me atravessando céus a mares e enfrentando toda série de perigos pra reaver um amor perdido, uma verdadeira heroína romântica.  Inverto o jogo e invento-me cruel e desejada, com o coração congelado por uma sequência inifindável de desilusões amorosas. Invento-me piedosa e magnânima, bela e aventureira, altiva e inescrupulosa, misteriosa e vulnerável. Transformo-me numa massa crua e versátil a qual posso modelar à merce dos meus desejos mais íntimos e muitas vezes inconfessáveis. &lt;br /&gt;  Passo o tempo, e ele inevitavelmente passa por mim. Mas dói menos assim. Passatempo preferido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2733773465256886998?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2733773465256886998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2733773465256886998&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2733773465256886998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2733773465256886998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2011/05/passatempo.html' title='P a s s a t e m p o'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mWpqOU8zxP8/TdxErqC3UnI/AAAAAAAABJc/jaNeCk4snSM/s72-c/tumblr_ldofs3eLYU1qaefeto1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-852795305231363812</id><published>2011-05-09T21:20:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T21:37:17.619-07:00</updated><title type='text'>Trying to get back</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-gB5I6M8LowQ/Tci9Y4lNQiI/AAAAAAAABJU/Lek89iHwRbY/s1600/Einadi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gB5I6M8LowQ/Tci9Y4lNQiI/AAAAAAAABJU/Lek89iHwRbY/s400/Einadi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604937971465536034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por aqui pra lembrar que meu blog existe, pra me reler e principalmente pra me lembrar da existência desse "eu". Esse "eu" que escreve porque isso é uma das coisas que o torna singular, que o tira da mesquinhez enfadonha da rotina, que torna aquilo que chamam de dia-a-dia, por vezes, simplesmente extraordinário. Que lhe proporciona pequenos e peculiares momentos de extrema beleza. Momentos de vislumbrar a beleza em si e algumas vezes até quase tocá-la. Experimentá-la próxima com  um estremecimento de prazer - e de medo, pois onde anda o prazer, anda o medo ali à espreita. Momentos de jogar palavras no papel - ou na tela - são momentos de experimentação do sublime. Quero ter novamente muitos destes momentos quebrando a linearidade tristonha da existência. &lt;br /&gt;Esse "eu" vai voltar? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a imagem é um trabalho do Fred Einaudi: http://fredeinaudi.blogspot.com/)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-852795305231363812?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/852795305231363812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=852795305231363812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/852795305231363812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/852795305231363812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2011/05/trying-to-get-back.html' title='Trying to get back'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gB5I6M8LowQ/Tci9Y4lNQiI/AAAAAAAABJU/Lek89iHwRbY/s72-c/Einadi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-5237552871916200131</id><published>2010-08-20T13:18:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T07:36:41.803-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>Penso, logo me irrito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/THPYxH0OM4I/AAAAAAAABI4/K2AA6JCFUdg/s1600/AnaMary2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/THPYxH0OM4I/AAAAAAAABI4/K2AA6JCFUdg/s400/AnaMary2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508985107627520898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite abracei e beijei um livro. Foi um gesto espontâneo, de pura gratidão por ele ter me proporcionado duas horas de leitura frenética e pleno deleite. E olha que eu não tô falando do Kama Sutra, nem do Delta de Vênus ou algo que o valha. Este prazer de tamanha intensidade muito poucas coisas, pessoas ou situações têm conseguido me proporcionar nos últimos tempos. E isto, infelizmente, inclui sexo. &lt;br /&gt;Tenho bebido mais ultimamente. Porque quando fico bêbada não me importo mais com pequenos detalhes. Pequenas chateações. A bebida embota a visão e o pensamento, e os detalhes se diluem num todo caótico, se confundem com a paisagem do olhar míope da embriaguez.  E todas aquelas pequenas gotas de irritação, frsutração, desgosto, com a existência, com a humanidade em geral – e alguns espécimes em particular,  evaporam e liquefazem-se em litros e mais litros de cerveja que descem goela abaixo me fazendo por vezes até acreditar, em lindos e loucos instantes, que a vida é de fato algo simples, bom e belo. &lt;br /&gt;Tenho me esforçado pra vencer a amargura e não me deixar arrebatar por raivas, tristezas, frustrações, etc, principalmente aquelas provocadas pelas situações do cotidiano e sua odiosa e tacanha irmã siamesa, a rotina. Eles são como pequenos demônios, daqueles que atuam nos mais baixos escalões do inferno, e vêm ao mundo apemas para chutar bengalas de velhinhos e roubar pirulitos de crianças. São medíocres, porém capazes de te tirar do sério como uma unha encravada ou a dorzinha de cabeça chata de uma ressaca. &lt;br /&gt;Porém, o simples fato de ter que me esforçar pra “fugir” dos estresses me parece muito estranho, artificial. Intuitivamente acho que talvez fosse uma questão, quem sabe, de saber canalizar esses sentimentos, mas para que, para onde, como?... Me ponho a elucubrar.&lt;br /&gt;Também, me incomoda um pouco o fato de estarmos vivendo uma certa ditadura do bem-estar. É imperioso que as pessoas estejam se sentindo bem O TEMPO INTEIRO, o tempo inteiro felizes, o tempo inteiro com um maldito sorriso no rosto, como cavalos nos quais avalia-se a saúde pelos dentes. As pessoas perseguem incessantemente essa meta, a busca da felicidade perene, alguns (muitos) cultuam loucamente o físico, outras acreditam no caminho espiritual, alguns (bem)  poucos querem aliar as duas coisas. Tudo utopia. É uma profunda contradição a crença de que há possibilidade de se viver em estado semi-constante de alegria e bem-estar, quando todo um mundo conspira contra isso há seculos. &lt;br /&gt;E como toda ditadura, inevitavelmente, se mantem na base da repressão e das patrulhas, na Ditadura do Bem-estar há as patrulhas, da alegria, do bom-humor, etc, cujos discursos vão desde o simples e apaziguador “Calma, tudo vai dar certo”, até a crença no poder do “pensamento positivo”. E ai de quem manifesar publicamente raiva, insatisfação, tristeza, mau-humor etc. De todos os lados vem um batalhão de patrulheiros, alguns condenando, outros desprezando, mais alguns te olhando com olhar de quem olha um louco, outros oferecendo palavras supostamente edificantes, o viciado em endorfina recomendando uma academia, o zen sugerindo a ioga, o simplório citando frases de auto-ajuda, o crente oferecendo a “palavra de deus”, o intelectual passando o telefone de seu terapeuta, o que não consegue se resolver nem com terapia oferecendo umas pílulas de Rivotril, e por aí vai... Sensações que são absolutamente inerentes à condição humana (um tanto o quanto miserável em grande parte) são vistas como condenáveis e inoportunas. “Sua revolta só faz mal a você mesmo” e clichês do gênero apenas simplificam a questão. Porque tudo tem dois lados (no mínimo), e se não houvesse sensação de mau-humor, trsiteza ou raiva, como poderia haver a constatação da alegria quando ela verdadeiramente se manifesta? Ou como sentir a profunda leveza daqueles momentos em que uma pequena, porém genuína satisfação parece fazer o complexo da vida parecer mais simples? Não se trata aqui, portanto, de fazer apologia do sofrimento ou da raiva ou da revolta, mas sim do direito a eles, a vivê-los como tem e como devem ser vividos, sentidos.&lt;br /&gt;Este suposto estado de satisfação plena não existe, nem ao menos para os monges do Tibet, quanto mais para nós reféns de uma sociedade toda errada. O descontentamento momentãneo move muito mais coisas que o contentamento perene, estagnado. A insatisfação é necessária e necessariamente acaba por produzir mudanças (embora estejamos deixando cada vez mais escorrer por entre os dedos nosso poder de promover mudanças, num processo infelizmente irreversível). Quem (ainda) tem senso crítico, sente. E a raiva, tão mau-vista, nada mais é do que a consequência  natural das constantes, incessantes sacanagens de todos os gêneros e graus a que somos subetidos no dia-a-dia. Quem (ainda) tem sensibilidade, sente. &lt;br /&gt;Como disse antes, ultimamente tenho encontrado meu falso bem-estar no álcool, e um bem-estar genuíno, embora bem mais escasso, na leitura, na música, nos filmes. Mas a arte está em outro patamar, através dela ultrapasso os limites do simples “bem-estar” para atingir o sublime, que é a verdadeira experiência sensorial da beleza. Mas ela anda tão banalizada. E há muito menos arte e muito mais enfado, mesmice e mediocridade no reino mesquinho do cotidiano e da rotina.&lt;br /&gt;(imagem: Milk http://www.myspace.com/logyu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-5237552871916200131?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/5237552871916200131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=5237552871916200131&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5237552871916200131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5237552871916200131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/08/penso-logo-me-irrito.html' title='Penso, logo me irrito'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/THPYxH0OM4I/AAAAAAAABI4/K2AA6JCFUdg/s72-c/AnaMary2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-984018799647528882</id><published>2010-05-24T13:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T13:55:17.973-07:00</updated><title type='text'>Entre os Escombros...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S_rnrwqVvqI/AAAAAAAABIc/VpzBpfng61s/s1600/z192704982_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S_rnrwqVvqI/AAAAAAAABIc/VpzBpfng61s/s400/z192704982_thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474943036005138082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não há mais nada. O amor venceu", foi o que eu disse à Rainha de Coração Partido. Ela me encarou com olhos de fria indiferença, e sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-984018799647528882?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/984018799647528882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=984018799647528882&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/984018799647528882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/984018799647528882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/05/entre-os-escombros.html' title='Entre os Escombros...'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S_rnrwqVvqI/AAAAAAAABIc/VpzBpfng61s/s72-c/z192704982_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-4479563816507999966</id><published>2010-05-03T13:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T13:23:18.335-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'></title><content type='html'>Me dá&lt;br /&gt;Me dá teu sorriso&lt;br /&gt;Me dá uma migalha do teu riso&lt;br /&gt;Que eu fico sorrindo&lt;br /&gt;Descasquei minhas unhas arranhando o tapete&lt;br /&gt;Arrancando o vestido&lt;br /&gt;Abrindo na pele com as mãos precipícios&lt;br /&gt;Suplicando&lt;br /&gt;Suplícios&lt;br /&gt;Implorando &lt;br /&gt;Implodindo edifícios&lt;br /&gt;Explodindo em estrelas de artifício&lt;br /&gt;Me dá um punhado de falsas promessas&lt;br /&gt;De meias verdades&lt;br /&gt;De incertas virtudes&lt;br /&gt;Que eu sigo insistindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-4479563816507999966?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/4479563816507999966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=4479563816507999966&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4479563816507999966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4479563816507999966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/05/me-da-me-da-teu-sorriso-me-da-uma.html' title=''/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-6734020028172610403</id><published>2010-05-03T12:02:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T12:03:37.565-07:00</updated><title type='text'>Reflexão do dia</title><content type='html'>...queria me refugiar num mundo de tecidinhos com estampas fofas de cupcake e passarinhos, onde o prato do dia seja brigadeiro com sorvete e as pessoas só precisem de um potinho de glitter e um jogo de 12 canetinhas coloridas pra ser felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-6734020028172610403?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/6734020028172610403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=6734020028172610403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6734020028172610403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6734020028172610403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/05/reflexao-do-dia.html' title='Reflexão do dia'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-4582966041230216481</id><published>2010-04-28T12:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T12:59:15.624-07:00</updated><title type='text'>(Mal)ditos de Nietzsche</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O amor a uma só pessoa é uma barbaridade, pois ele é praticado às custas de todas as outras. Também o amor a Deus"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, depois de uma suruba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"'Eu fiz isso', diz minha memória. 'Não posso ter feito isso' - diz meu orgulho, e se mantém inexorável. Por fim - a memória cede."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, depois de um porre daqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Graças à música, as paixões gozam a si próprias."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, na saída do show do Wando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"As grandes épocas de nossa vida são aquelas em que ganhamos a coragem de rebatizar o nosso mal como o nosso melhor."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, após ganhar o campeonato de purrinha com um palitinho escondido na manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Por amor à hmanidade, às vezes se abraça uma pessoa qualquer (porque não se pode abraçar todo mundo), mas precisamente isso não se deve revelar a essa pessoa qualquer..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, depois de pegar a mulher mais baranga da festa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O que é feito por amor, ocorre sempre além do bem e do mal."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, ao ser pego no flagra pela patroa pulando a cerca com a cunhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara que o homem." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, ao ver seu carro destruído pela fúria da mulher após ser pego no flagra pulando a cerca com a cunhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Em circunstâncias pacíficas, o homem guerreiro investe contra si mesmo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche, na seca, após tocar uma punheta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-4582966041230216481?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/4582966041230216481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=4582966041230216481&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4582966041230216481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4582966041230216481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/04/nietzsche-e-filosofia-do-lelesk.html' title='(Mal)ditos de Nietzsche'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-220662779439519383</id><published>2010-04-22T09:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T15:00:24.191-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>O enfado mora ao lado</title><content type='html'>Eu podia falar de alguma coisa que eu gosto. Mas quer saber? Preciso com urgência falar de coisas que eu não gosto. E na lista bem longa de coisas que me irritam há um item capaz de me despertar especial desgosto: VIZINHOS. Vizinhos são uma verdadeira praga do mundo contemporâneo, e se você vive em um centro urbano é praticamente impossível se ver livre deles. Vizinho é que nem bactéria da flora intestinal: todo mundo tem. Num mundo ideal isso não seria motivo de dor-de-cabeça (às vezes literalmente). Mas como o ser humano é um bicho que ignora totalmente o fazer a sua parte em prol do coletivo, ter tantos seres "sem noção" morando tão próximos a você acaba sendo fonte de inúmeras aporrinhações. &lt;br /&gt; Sou uma pessoa educada e cordial (na maior parte do tempo)e costumo cumprimentar meus vizinhos quando nos cruzamos nos corredores do prédio. É uma regrinha básica da boa convivência que não arranca pedaço de ninguém. Trocar meia dúzia de palavras sobre o tempo no elevador também é válido. O problema é quando o cara acha que um simples "boa noite" é um convite à uma conversa mais longa ou um pedido de amizade. Como aquele sujeito que não pode ouvir um "como vai?" que já responde logo "nada bem" e começa a passar todo o prontuário médico dos últimos meses enquanto você suspira e boceja de canto de boca. Não tenho a menor intenção de que uma relação de vizinhança vá alem do cumprimento respeitoso e da troca de pequenos favores cordiais, quando necessário. Não que seja impossível desenvolver uma amizade com alguém que vive no apartamento ao lado; quando acontece, pode ser ótimo. Mas amizade é algo que surge da identificação mútua. Amizade não se impôe.&lt;br /&gt; Moro em uma área totalmente residencial. Comércio zero. Se vou fazer um bolo e percebo que não tem ovo, não há outro jeito a não ser apelar pra boa vontade do vizinho em me ceder uns dois ou três ovinhos. Só que isso acaba dando mais margem ainda pra vizinhos carentes e desocupados acharem que podem "forçar amizade". A grande maioria dos moradores do meu prédio é formada por senhoras que acredito não terem outra ocupação na vida a não ser a de fiscalizar - e muitas vezes se intrometer - na vida alheia. Na verdade nem sei se é a grande maioria, porque nunca fiz a menor questão de conhecer TODOS os moradores do meu prédio, mesmo sendo um prédio pequeno. Volta e meia vejo alguém com chave destrancando a portaria com ares de morador que eu nunca vi antes. Mas elas parecem ser maioria, mesmo que talvez não sejam, porque fazem questão de marcar presença. Tocam a campainha na minha casa às sete da manhã (ódio!), e nunca é uma emergência maior do que "minha toalha caiu na sua varanda". Aproveitam o momento de pedir uma xícara de açúcar pra entrar no meu apartamento, me alugar e bisbilhotar. Ligam pro meu trabalho (!) no momento em que estou mais ocupada pra me dizer pérolas do tipo: "Estou procupada porque o seu gato está miando". Minha resposta: "ok, continue atenta, quando ele começar a latir você me liga novamente". &lt;br /&gt; Fazem fofoca umas das outras e de todos. Tem delírios de perseguição, morrem de medo de assalto trancando tudo a dez chaves e cinco cadeados. Pior: falam entre si aos berros pela janela! Isso é uma coisa que me provoca irritação profunda. Custa muito pegar o telefone e ligar pra fulana do andar de cima??? Precisa colocar a cara na janela e gritar "Bereniiiiiiiiiice! Fiz um broa de milho que tá divina, manda a Mariazinha vir aqui pegar!", daí a Berenice responde, a outra contesta, e pronto, instala-se um diálogo berrado e lá se foi meu sono às seis e meia da manhã, pra nunca mais voltar. Quando eu ouço música, sempre num volume razoável e num horário idem, lá vem a patrulha da reclamação. Gritar alto às seis da manhã pode, música em volume médio às duas da tarde, não. &lt;br /&gt; Aliás, a questão musical é um caso à parte, que daria uma outra crônica inteira. Tudo bem que gosto é que nem bunda, cada um tem a sua, mas as bizarrices vão do evangélico ao último sucesso da Lady Gaga, passando por sertanejo, axé, enfim, só coisa fina. &lt;br /&gt; Mas a coroa eterna de vizinha mala mor certamente é da Dona Odete. Que morreu há um ano, tornando meus momentos em casa um pouco mais tranquilos. E juro que eu não tive nada a ver com isso, embora tenha tido vontade mais de uma vez de levar um bolo recheado de chumbinho pra ela, ou talvez convidá-la pra um chazinho de cicuta. Quando eu enchia a piscina do meu filho no verão, ela corria a interfonar lá pra casa aos berros de "tá desperdiçando ááááááguaaaaa!" e quando eu perguntava "quem tá falando???" ela batia o interfone. Nunca veio falar isso na minha cara. Uma vez eu estava tomando sol na varanda, com meu filho brincando na piscina, e ela chegou ao cúmulo de pegar o interfone e gritar no meu ouvido: "não pooooode ficar na varanda em trajes inadequadooooooos!" Meu erro foi tomar sol de biquíni. Todo mundo sabe que o traje adequado pra tomar sol é uma burka, e eu querendo transgredir as regras usando biquíni. Tsc, tsc. &lt;br /&gt; Enfim, são inúmeras as encheções de saco. Vou parando por aqui pra não encher também o saco de quem lê. Mas quem não tiver pelo menos uma estória de vizinho mala pra contar é porque provavelmente é um eremita que vive nas montanhas longe da civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-220662779439519383?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/220662779439519383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=220662779439519383&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/220662779439519383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/220662779439519383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/04/o-enfado-mora-ao-lado.html' title='O enfado mora ao lado'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8162890921286481330</id><published>2010-04-08T08:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T08:38:24.475-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>hoje eu quero apenas pequenas inutilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8162890921286481330?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8162890921286481330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8162890921286481330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8162890921286481330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8162890921286481330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='.'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-37306620281666293</id><published>2010-01-05T12:50:00.001-08:00</published><updated>2010-04-05T20:52:35.287-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>No fim... só</title><content type='html'>Obrigada, querido. Fiquei bêbada com duas cervejas, morri de tédio e tentei em vão acompanhar o papo do casal apaixonado na mesa ao lado. &lt;br /&gt; Nada que uma boa dose não cure. A minha tendência à depressão, não a paixão do casal, que fique bem claro. (Será que é inveja esse amargo no céu da boca?). É isso: uma boa dose de auto-crítica e depois de cachaça, pra equilibrar. Acho que comigo é assim que funciona. Ou disfunciona?... Essa minha mania de auto-análise ainda acaba me matando. Sempre acho que posso dar uma explicação melhor pras minhas próprias neuroses do que um cara que passou anos estudando pra isso. Engraçado pensar nisso agora porque foi você o primeiro a me dizer. E, ironicamente, aqui estou eu: puta da vida contigo e te parafraseando! Sintomático?&lt;br /&gt; Sinto mesmo é pena quando olho ao redor e percebo que além de mim há mais dois solitários. Um na mesa em frente à esquerda, um recostado no balcão. Um bebe cerveja como eu, o outro vira uma dose de algum destilado forte. Por um segundo passa-me pela cabeça a idéia de chamá-los a juntar-se a mim, solitários, rejeitados, abandonados, uní-vos! Idéia rapidamente banida por um resquício de bom-senso que o último gole de cerveja não conseguiu - sei lá por que milagre - aniquilar por completo. &lt;br /&gt; Toda essa fantasia tola na verdade serve apenas pra adiar o momento de encarar a dura realidade: não tenho dinheiro pra pagar a conta. Sentei, esperei por você, bebi, e não tenho dinheiro. Esperava que você pagasse a conta, imaginando - santa ingenuidade - que era o mínimo que poderia fazer por mim a essa altura do campeonato.&lt;br /&gt;Peço mais uma pra pensar... ou pra parar de pensar?&lt;br /&gt; Você não veio. Você não vem mais, é fato. Tô aqui há duas horas e  os solitários de tão bêbados já me lançam olhares no mínimo intimidadores, e o casal da mesa ao lado já foi dessa pra uma provavelmente muito melhor. Encaro o relógio de madeira à minha frente e percebo que o ponteiro dos minutos gira a uma velocidade bem acima do normal. O tempo tá passando mais depressa, parece que perdeu a graça a brincadeira de me torturar. A diversão agora é fazer chegar mais rápido o momento do bar fechar, quando eu vou ter que explicar prum sujeito suado e mal-encarado com um bigodinho gorduroso por que diabos sentei num bar e bebi sem ter dinheiro pra pagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-37306620281666293?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/37306620281666293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=37306620281666293&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/37306620281666293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/37306620281666293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2010/01/no-fim-so.html' title='No fim... só'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-3776297559458438481</id><published>2009-10-06T15:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T16:40:21.492-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prosa poética'/><title type='text'>Cama de Dossel</title><content type='html'>Mais um dia cinza, desses de céu cor-de-chumbo que quer desabar todo sobre a minha cabeça. Reina a melancolia. Deitada na minha cama posso ver da janela um pedacinho do céu que ameaça em surdina. Mas ele é pequeno e débil visto daqui, como um quadro na moldura da janela. Um céu bebê de chumbo, controlado e contido, adormecido num leito de esquadrias de alumínio, nana-nenê. Me deito na cama porque nela mandei instalar um dossel, que era algo que eu sempre quis ter numa cama: um dossel. Assim refugiada numa espécie de tenda que remete às lendas das mil e uma noites e às princesas encantadas dos contos da minha infância, um enorme conforto me transporta pra dentro do sonho sem estar propriamente adormecida. Minha cama é como um sólido recorte no mundo real, repleto de espaço etéreo preenchido apenas pela fantasia. Um lugar onírico onde reina o meu desejo, esse desejo louco e latente e embriagado e imensurável, esse desejo ao mesmo tempo de vida, de sonhos, de delírio, de loucura. Esse desejo que pulsa e grita e que frequentemente transborda e se espalha em todas as direções numa explosão impossível de ser controlada. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo o dossel, que contêm este espaço, o delimita geograficamente, e dentro dele me sinto segura como em nenhum outro espaço físico do planeta. Ali dentro meu desejo pode explodir como bomba H, como tsunami, ou como colisão de gigantescos conglomerados de estrelas, sem varrer do mapa japões, indonésias ou galáxias inteiras. Sem causar maiores transtornos ao resto da humanidade, que afinal de contas ninguém tem culpa do fato de eu sentir demais. Nem eu mesma, aliás. Nem a culpa, aliás. (Nem mesmo a própria culpa, esta pobre serviçal da moral dos tempos, tem absolutamente nada a ver com o fato de fazer-se sentir em momentos completamente inadequados... é a consciência sempre vigilante que a intima a comparecer como o algoz dos sentimentos mais profundamente enterrados nos recônditos da alma humana). &lt;br /&gt;Aqui me refugio e no refúgio meu desejo se espalha, e o dia cinzento e o medonho céu de chumbo são vagas lembranças do mundo distante. Meu quarto e meu corpo são feitos da mesma matéria, e ela pulsa. Eu fujo pro sonho porque é nele que sempre me busco, e quando quase me encontro mais fundo me escondo, porque esse sempre foi meu passatempo favorito, e parar de me esconder seria me entregar definitivamente ao caminho sem volta que nos leva à vida totalmente adulta. E eu definitivamente não quero abandonar a criança que foge pra debaixo da cama de dossel, pois sinto que ela precisa de mim tanto quanto eu preciso dela, não há possibilidade de uma sem a outra. Mesmo que todos discordem e o mundo me diga o tempo todo “cresça!”, eu sigo sendo a menina de tranças, a menina de rosa, a menina de bandeide no joelho que ama uma boneca chamada... droga, não me lembro mais o nome dela..   &lt;br /&gt;Essa menina já tem em si todo o desejo do mundo, e apesar disso não tem o medo de deixá-lo transbordar. Essa menina não precisa do dossel na cama a não ser nas fantasias de princesa adormecida. Ela não precisa criar um espaço para a fantasia, porque vive inteira dentro de seu território. E o desejo da menina não vira tsunami ou bomba H, muito menos explosão de supernova, porque a menina o tem transbordando num fluxo contínuo por cada poro a todo o momento. &lt;br /&gt;A menina sou eu e eu sou a menina. Tento apenas equilibrar o jogo, porque às vezes, muitas vezes, bem mais do que eu gostaria, eu preciso sair debaixo do dossel da cama pra encarar um céu cinzento disfarçando o medo que eu sinto, que não é bem-visto pelos olhos do mundo. E todo esse desejo que tenho, impertinente, que não cabe num templo ou numa caixa de sapatos, esse desejo que explode no universo infinito de uma cama de dossel, tenho que guardá-lo nos limites do palpável, que assim fica mais fácil de mantê-lo adormecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-3776297559458438481?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/3776297559458438481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=3776297559458438481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3776297559458438481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3776297559458438481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/10/cama-de-dossel.html' title='Cama de Dossel'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8363091045714986444</id><published>2009-08-01T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T20:53:00.979-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>Você parado ali na porta da frente, olhando pra mim com olhos inchados – de raiva, bebedeira ou sono atrasado?...&lt;br /&gt;Despertei subitamente do estado de vigília que sempre me assolava quando me punha a esperar – uma espécie de transe, de quase sono sem sonhos; seus olhos tontos, olhos perdidos...&lt;br /&gt;Me aproximei de você pronta a te dar um abraço, te levar pra cama, te cobrir carinhosamente, como só uma mãe o faria, talvez até cantarolar uma velha canção de ninar - como nos bons tempos, lembra-se? Eu mesma não consigo mais lembrar...&lt;br /&gt;Você parece tão perdido em devaneios, o olhar tão insano, olhando através do meu corpo, através das paredes, dos velhos quadros empoeirados, vislumbrando antigos mundos detruídos, civilizações ancestrais dizimadas pelas chamas ou pela fúria de mares revoltos, impérios destroçados pela fome, pela peste ou pela guerra... Tudo isso eu via refletido nos seus olhos, e a ansiedade de te amparar, de te embalar, de te confortar e espantar seus pesadelos crescia dentro de mim na tentativa de vencer a letargia que dominava meu corpo e meu espírito.     &lt;br /&gt;Eu estava hipnotizada. Hipnotizada por aquele seu olhar, lunático e inflamado, vagando junto com ele por tantos mundos perdidos, enxergando através dos seus olhos todas as atrocidades cometidas ao longo de todas as eras – os mais requintados métodos de tortura, os mais diversos tipos de execuções sumárias, centenas de cadáveres empilhados sobre ruínas de destroços mal-cheirosos, batalhões de crianças famélicas com cabeças desprovidas de rostos - tudo passava diante de mim através dos seus olhos, fazendo-me sentir o que você sentia, todo o seu desespero,  todo o seu desprezo pela humanidade, seu flerte constante e apaixonado com a Morte. Por um instante pude compartilhar com você, e por fim compreender, a misteriosa atração que a velha senhora exercia, o desejo quase incontrolável de atirar-me para ela e ser envolta em seus braços frios, deixando-me embalar por sua canção derradeira.&lt;br /&gt;Mas alguma coisa estranhamente distante dentro de mim apagou tais devaneios, talvez fossse a própria essência da vida lembrando-me que era apenas você, o ser que eu amava, e não aquele anjo do apocalipse de olhar inflamado, a expressão refletindo a da própria Morte. Vencendo num mesmo impulso o torpor da hipnose e o terror das visões compartilhadas, consegui finalmente mover-me em sua direção, e embora você estivesse a talvez uns dois metros de distância de mim, meus pés descalços percorreram longos vales e atravessaram montanhas, sentindo as pedras arranhando-lhes as solas, a grama molhando-os, a terra entrando-lhes por entre os dedos. Nunca aquele vestíbulo havia se estendido por tão longas distâncias à minha frente. &lt;br /&gt;Finalmente te alcancei – músculos exauridos, pernas trêmulas - ; por quanto tempo teria estado te esperando? Horas, dias, semanas, ... simplesmente não conseguia me lembrar, porque não tinha mais importância, você estava ali, o terror incondicional do seu olhar cessara, e você agora me olhava nos olhos e seus olhos pareceram enxergar minha alma, pareceram ver a ansiedade que a dominava.&lt;br /&gt;Sem mais poder me conter, estendi os braços para você, e você se aproximou, mais devagar do que de costume, e  de repente uma centelha de dúvida acendeu-se em algum lugar de meu espírito. Ainda havia algo de insano e inescrutável no seu olhar –“algo de podre no reino da Dinamarca”, murmurou um Hamlet decadente das profundezas do meu inconsciente; mas tudo não durou mais que uma fração de segundo... estávamos abraçados, e a dúvida em minh’alma dissipou-se no calor daquele abraço, e todo o meu corpo regozijou-se daquele contato, e o meu prazer foi tão intenso que quase não pude sentir o toque frio e cortante da lâmina que deslizava em meu pescoço, cortando-me a garganta, fazendo saltar da minha jugular um jorro quente e úmido que inundou nosso abraço em uma torrente vermelha e pulsante. Só pude sentir a frieza da lâmina quando já era tarde demais, e aceitei o destino que você me impingiu com estranha subserviência, deixando o peso do meu corpo desabar sobre você,  satisfeita por morrer em seus braços, a vida saindo toda de dentro de mim através do corte em minha garganta, esvaindo-se naquele jato morno, rubro e pegajoso. Nunca, até aquele instante, poderia ter imaginado que a vida, ao abandonar o meu corpo, teria um aspecto tão orgânico, tão imanente. O momento da morte nada tinha de metafísico: era apenas sangue jorrando por uma veia cortada.&lt;br /&gt;Mesmo quando a visão sucumbiu, e os outros sentidos aos poucos também, esta foi a impressão que ficou. Não havia mais nada. Você me matou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8363091045714986444?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8363091045714986444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8363091045714986444&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8363091045714986444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8363091045714986444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/08/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-7133250236006967501</id><published>2009-06-13T10:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T10:56:02.802-07:00</updated><title type='text'>Para Ian, em algum lugar do tempo</title><content type='html'>Ao observar-te assim, adormecido, uma imensa ternura toma-me de assalto, uma ternura tão grande que é capaz de inebriar, de transbordar, de fazer sentir o peito apertar-se de súbito, e fazer emergir ao leito dos olhos furtivas lágrimas incontíveis. Incontidas, elas rolam, tornando turva a imagem do teu pequeno corpinho a ronronar, deitado de bruços, o lento movimento das costas acompahando o ritmo da tua respiração. Teus olhinhos, mesmo fechados, selados por fileiras de lânguidas, longilíneas pestanas, movem-se na velocidade de cada fragmento de sonhos, os quais vives intensamente enquanto tua mãe ternamente te observa.&lt;br /&gt;Quase posso sentir tempo e espaço cristalizando-se pouco a pouco, em conivente esforço de eternizar a existência deste instante. Queria viver para sempre o instante de olhar-te adormecido.&lt;br /&gt;Este sentimento – que me custa até mesmo chamar de amor, mas que de amor,  por ora, chamarei, é algo que só as mães entendem. Só as mães conhecem este amor que pode ser ao mesmo tempo altruísta e egoísta, pois são capazes de sacrificar a vida pela integridade do filho, enquanto consideram-no, para sempre, um pedaço indissociável de sua própria alma.  &lt;br /&gt;Teu sono é velado por tua mãe, e também por toda a magia do universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-7133250236006967501?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/7133250236006967501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=7133250236006967501&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7133250236006967501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7133250236006967501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/06/para-ian-em-algum-lugar-do-tempo.html' title='Para Ian, em algum lugar do tempo'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2970429290170771464</id><published>2009-05-11T07:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:12:55.742-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>(I)&lt;br /&gt;Nossa casa/abrigo fica à beira-mar. Não de frente para a praia, mas sobre um deque que avança mar adentro. Não é uma praia deserta, é uma praia urbana, como uma Ipanema em um lugar fora do mundo. &lt;br /&gt;Somos três vivendo ali. Passando uma temporada talvez, há um clima no ar de "isto é especial e não vai durar pra sempre". Mas ao cair da tarde saímos apenas eu e ele para ver de dentro do mar o espetáculo dos fogos de artifício. Os fogos estouram bem longe, no horizonte, olhamos e o sentimento mútuo é de maravilha, de estar compartilhando algo realmente incrível. Saímos da água, pessoas caminham no calçadão sob a luz dos postes que acendem todos ao mesmo tempo, nós bebemos e rimos e celebramos o encanto daqueles momentos. Passamos a noite assim, na praia bebendo e rindo e trocando olhares que dizem muito. Há uma forte tensão sexual no ar, mas não nos beijamos. Parece que não é preciso. &lt;br /&gt;Dia seguinte. Acordo cedo e me deparo com os dois, ele e ela, tomando café-da-manhã na cozinha. Estou feliz, tudo é muito luminoso. Olho meu rosto no espelho do banheiro e ele me parece estranho. A pele está descascando por causa do excesso de sol, e há manchas meio escuras como das pessoas que têm vitiligo. No entanto me acho especialmente bonita naquele momento, com meu cabelo preso num rabo de cavalo com cachos que chegam à altura dos ombros. Ponho uns óculos escuros de armação branca e contemplo a imagem no espelho.&lt;br /&gt;Volto à cozinha onde os dois estão rindo. Ele então comenta: "Eu e XXXX (o nome é pronunciado de forma ininteligível) podíamos ter ficado ontem... acho que ficamos"... eu respondo com um sorriso e passo por trás dele dando a volta pra chegar à geladeira. Percebo então sobre a mesa papéis de polenguinho amassados, e me lembro imediatamente dos três que escondi ontem na geladeira, atrás de um pote de mostarda de dijon, embaixo de um pacote de queijo ralado, em meio às abobrinhas na gaveta de legumes. Sinto um misto de raiva e desespero me subindo à cabeça (parece que polenguinhos são mesmo um tesouro por aqui), mas uma segunda olhada em direção à mesa me revela que não são polenguinhos mesmo, mas algo parecido, como polenguinhos de marca genérica (o nome da marca era Regina...?). Respiro aliviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(II)&lt;br /&gt;O narrador, de personagem, passa a observador. Mas pode, às vezes, ver através dos olhos do protaganista, e sente o que ele sente o tempo todo, como um deus onisciente. O protagonista, por sua vez, é um rapaz que deve ter uns vinte anos e é muito bonito. Tem cabelos louros que à primeira vista parecem curtos, mas logo percebe-se que ele mantem um estranho rabo de cavalo que quase sempre repousa sobre  o ombro esquerdo. Ele está num navio rumo a Cingapura. O objetivo de sua viagem é reencontar a moça que é seu grande amor (é uma aventura romântica). Mas o navio em que ele viaja é uma espécie de embarcação que carrega ilegalmente através dos mares gente que não tem condições de arcar com as despesas de uma viagem dessas. Ele observa o convés do navio e a cena que vê é bastante grotesca. Todas as centenas de pessoas ali presentes são incrivelmente desformes, e no entanto cantam e dançam, e a cena se parece com um festim medieval povoado de demônios, como um quadro de Brüegel. Há inúmeras psicinas de diversos tamanhos espalhadas por ali, e muitas daquelas pessoas sentam-se ao redor com as canelas na água. Ele observa uma dessas piscinas, onde um homem amarra o último dente que tem na boca ao corpo de uma enorme carpa, e quando esta salta na água leva consigo o dente amarrado ao cordão, para gozo e delírio do pequeno grupo que observa a cena. Nada daquilo parece real. Ele se aproxima da beira de uma piscina grande e olha para a água. Um tubarão de tamanho descomunal pula de repente para fora, num susto, e cai no chão se debatendo, enquanto algumas pessoas correm assustadas. Ele não corre mas mantêm-se inerte, paralisado pelo estranho fascínio que a visão do tubarão lhe proporciona. Quando dá por si percebe, cada vez mais perturbado, que o enorme animal é feito de espuma, como um fantoche gigante, e de dentro dele sai um rapaz, que vem caminhamdo em sua direção. O rapaz é simplesmente a coisa mais bonita que ele já viu em toda a vida, e o momento é impregnado de uma tensão que é quase palpável. A beleza do garoto saído da boca do tubarão é diferente de tudo que ele já vira, diferente inclusive da sua própria beleza, que é mais dentro do padrão, mais lugar-comum. O garoto-tubarão é bem magro, seus cabelos são pretos, seu andar é felino, seu olhar é carregado de uma energia feminina destruidora, e quando os dois estão frente-a-frente eles se encaram, o garoto-tubarão passa as costas da mão pelo rosto do protagonista, ele percebe-se neste momento completamente arrebatado, louco de paixão, e nada mais importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2970429290170771464?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2970429290170771464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2970429290170771464&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2970429290170771464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2970429290170771464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/05/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-6501001065691280853</id><published>2009-04-14T12:11:00.001-07:00</published><updated>2009-04-16T08:45:11.886-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>máscara</title><content type='html'>Ostento um sorriso meticulosamente esculpido&lt;br /&gt;Na máscara etérea que escolho para o dia.&lt;br /&gt;Por este motivo não percebem que eu sofro&lt;br /&gt;Aqueles que me olham na rua de relance&lt;br /&gt;e os que me dirigem cordiais saudações &lt;br /&gt;todas as manhãs a caminho do trabalho.&lt;br /&gt;Apenas um olhar atento – mais que atento, comprometido,&lt;br /&gt;notaria talvez, quem sabe,&lt;br /&gt;por sob o manto volátil que encobre o meu rosto,&lt;br /&gt;uma gota equilibrando-se no canto do olho esquerdo, &lt;br /&gt;como que a desafiar a lei da gravidade,&lt;br /&gt;recusando-se a rolar maçã do rosto abaixo&lt;br /&gt;até escorrer pelo meu queixo afora,&lt;br /&gt;cumprindo assim seu inexorável destino de lágrima.&lt;br /&gt;E ainda um leve, quase imperceptível pulsar&lt;br /&gt;no canto direito do meu lábio superior,&lt;br /&gt;sintoma de um desejo inconsciente de pranto&lt;br /&gt;que acaba por nunca se materializar.&lt;br /&gt;Porque este olhar, ah, este olhar...&lt;br /&gt;Este olhar, meus senhores, simplesmente não existe.&lt;br /&gt;Porque o comprometimento do olhar com o objeto olhado,&lt;br /&gt;a verdadeira cumplicidade da córnea humana &lt;br /&gt;com cada partícula luminosa responsável &lt;br /&gt;pela formação da imagem enxergada,&lt;br /&gt;esgotou-se no cansaço da oferta em demasia.&lt;br /&gt;Hoje apenas derramamos olhares descompromissados,&lt;br /&gt;pois há tanto pra ver e tão pouco tempo,&lt;br /&gt;e tanta fadiga em nossas retinas exauridas...&lt;br /&gt;Sigo, portanto, carregando sobre a face&lt;br /&gt;a minha reluzente máscara kabuki,&lt;br /&gt;e todo o mundo há de crer ser esta expressão vazia,&lt;br /&gt;estanque, torpe, imutável, sorridente,&lt;br /&gt;legítima  representante do que carrego em minha alma.&lt;br /&gt;E sua verdadeira expressão? – perguntariam, então, os senhores...&lt;br /&gt;Esta permanecerá eternamente escondida, sepultada,&lt;br /&gt;ao longo de toda a minha existência,&lt;br /&gt;condenada à constante iminência &lt;br /&gt;do pranto impossível de ser consumado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-6501001065691280853?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/6501001065691280853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=6501001065691280853&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6501001065691280853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6501001065691280853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/04/mascara.html' title='máscara'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-3070277443199124558</id><published>2009-03-28T09:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:44:00.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/Sc5wgaYDB-I/AAAAAAAAAqE/YgSnZhDQSSE/s1600-h/barriga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 86px; height: 129px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/Sc5wgaYDB-I/AAAAAAAAAqE/YgSnZhDQSSE/s400/barriga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318311912109443042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parto&lt;br /&gt;    ato&lt;br /&gt;      terno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                  &lt;br /&gt;               hiato         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.                                                                                         eterno&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-3070277443199124558?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/3070277443199124558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=3070277443199124558&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3070277443199124558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3070277443199124558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/03/parto-ato-terno-hiato.html' title=''/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/Sc5wgaYDB-I/AAAAAAAAAqE/YgSnZhDQSSE/s72-c/barriga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-5712748298888350379</id><published>2009-03-19T13:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:13:29.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia-a-dia'/><title type='text'>Everything in It's right place</title><content type='html'>Sambódromo, 18 de março de dois mil e nove. 30 anos de rio de janeiro e, pela primeira vez na vida, piso a passarela. Passo por ela com lágrimas nos olhos, música nos poros, coração incandescendo - e o ingresso pro show do radiohead na carteira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-5712748298888350379?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/5712748298888350379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=5712748298888350379&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5712748298888350379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5712748298888350379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/03/everything-in-its-right-place.html' title='Everything in It&apos;s right place'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8666231880496083903</id><published>2009-03-13T15:33:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:13:54.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia-a-dia'/><title type='text'>Junkielove morning</title><content type='html'>Amanhecemos num pé-sujo da Lapa,&lt;br /&gt;as putas e os travestis já se foram.&lt;br /&gt;Mais um copo, mais um beijo,&lt;br /&gt;sabor de cevada e nicotina numa mistura indigesta,&lt;br /&gt;e o sol nascente me deixando mais letárgica, mais letárgica, mais...&lt;br /&gt;Será que é possível estar mais bêbada? Pago pra ver.&lt;br /&gt;E você acha graça, provavelmente pensando&lt;br /&gt;“existe alguém no mundo mais junkie do que eu!!!...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8666231880496083903?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8666231880496083903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8666231880496083903&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8666231880496083903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8666231880496083903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/03/junkielove-morning.html' title='Junkielove morning'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-6211694578462558962</id><published>2009-02-27T11:34:00.000-08:00</published><updated>2009-05-27T11:14:18.277-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Música pro fim do carnaval</title><content type='html'>Mais um carnaval que termina...&lt;br /&gt;Eu ainda carrego o estandarte com um coração vermelho pintado partido ao meio. &lt;br /&gt;Sambei sobre cacos de vidro &lt;br /&gt;só pra ver se a vida devolve tua imagem perdida na escola de samba.&lt;br /&gt;Ah, se eu pudesse ser bamba&lt;br /&gt;Ah, se eu pudesse ser tua&lt;br /&gt;Ah, se eu pudesse ser todo o confete que desce no meio da rua...&lt;br /&gt;Pra colar no teu corpo&lt;br /&gt;Pra rolarmos no asfalto&lt;br /&gt;pra cair lá do alto e forrar de poeiras de estrelas cadentes&lt;br /&gt;onde você pisa.&lt;br /&gt;meu coração ainda precisa&lt;br /&gt;carnaval o ano inteiro&lt;br /&gt;pra esquecer que ano passado te ganhei e me perdi.&lt;br /&gt;Meu coração tá cansado de sambar descompassado&lt;br /&gt;no carnaval que termina te perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ponha a melodia que quiser, eu tenho a minha...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-6211694578462558962?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/6211694578462558962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=6211694578462558962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6211694578462558962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6211694578462558962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/02/mais-um-carnaval-que-termina.html' title='Música pro fim do carnaval'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-6276001367286893810</id><published>2009-02-17T06:52:00.000-08:00</published><updated>2009-05-27T11:15:00.472-07:00</updated><title type='text'>He's so vicious</title><content type='html'>Tenho um corte no canto do lábio inferior direito que dói quando ele me beija. Gosto dessa dor e quando o corte cicatriza eu mordo o canto do lábio até sangrar, pra doer de novo. Quando ele não está comigo passo a língua sobre o corte, devagar. É como se ele me beijasse. É um vício que não consigo largar. É um vício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-6276001367286893810?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/6276001367286893810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=6276001367286893810&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6276001367286893810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/6276001367286893810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/02/tenho-um-corte-no-canto-do-labio.html' title='He&apos;s so vicious'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8865268067964113853</id><published>2009-02-10T08:46:00.000-08:00</published><updated>2009-04-16T08:42:10.708-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SZGvi_dCqnI/AAAAAAAAAcw/Tf0923_CWCc/s1600-h/roundhere.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 394px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SZGvi_dCqnI/AAAAAAAAAcw/Tf0923_CWCc/s400/roundhere.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301211252075440754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;picture by milk - http://www.myspace.com/logyu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8865268067964113853?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8865268067964113853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8865268067964113853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8865268067964113853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8865268067964113853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/02/picture-by-milk-httpwww.html' title=''/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SZGvi_dCqnI/AAAAAAAAAcw/Tf0923_CWCc/s72-c/roundhere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8194914621339674623</id><published>2009-02-10T05:31:00.000-08:00</published><updated>2009-05-27T11:15:38.608-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='panfleto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Manifesto do Amor Necessário</title><content type='html'>Não tenho mais vergonha de chorar em público. Nem de demonstrar  o que eu sinto. Há tempos parei de me importar com as imposições imbecis do mundo em que vivemos, dos parâmetros desumanizantes da sociedade contemporânea que dizem que é melhor quem não se importa, que ser forte é não sentir, não se deixar abater pelas paixões e por todas as frustrações e sentimentos arrebatadores que elas podem gerar. Quero declarar agora, a plenos pulmões, aos quatro ventos, que sou um ser humano que vive sob a égide da ternura, apesar de todos os esforços deste mundo merda de me transformar em uma reles carapaça vazia de emoção, ou em alguém que reprime tanto aquilo que sente, buscando uma suposta superioridade, que acaba transmutando todo amor em amargura. &lt;br /&gt;Amo sim, amo muito, porque tenho dentro de mim uma imensa capacidade de amar, condição sine qua non da minha existência. Tenho o direito, enquanto representante de uma conturbada espécie que caminha cega e descontroladamente em direção à  auto-destruição, de amar irrestritamente, mesmo que para isso esteja exposta ao julgamento dos covardes, que não têm coragem de deixar-se arrebatar; dos que já perderam (ou nunca tiveram) ternura suficiente para viver a intensidade daquilo que sentem; ou dos que simplesmente compactuam com os parâmentros contemporâneos, reprimindo toda e qualquer sensação que possa abalar as estruturas da fortaleza que construíram em torno de si, para abrigarem-se de tudo aquilo que lhes ensinaram que deveriam temer.&lt;br /&gt;Do julgamento vazio destes não tenho mais medo. Porque ainda acredito que tenha pares neste mundo – embora poucos. Alguns já os tenho próximos a mim, outros acredito existirem perdidos por aí, amando e sofrendo, chorando e se sensibilizando, sentindo e deixando aflorar os sentimentos até transbordarem, extravazando as barreiras da mediocridade alheia, interferindo no dia-a-dia mesquinho dos conformados, sendo a pedra no sapato dos que precisam a qualquer custo manter-se imunes às perturbações do sentir,  julgando-se vitoriosos diante do que provavelmente consideram um tremendo incoveniente: amor.&lt;br /&gt;O Jabor escreveu certa vez, numa série de crônicas maravilhosas onde ele expunha suas cáusticas e muito precisas constatações em relação ao que transformou-se o amor e as relações entre as pessoas no mundo contemporâneo, que o amor incomoda aos poderosos porque atrapalha a produção. O amor é contra-producente, pois para atender às demandas do todo poderoso mercado, o sujeito precisa ser frio, inescrupuloso e competitivo. E tudo isso  bate de frente com o amor; amar ao próximo não condiz com o comportamento exigido pela sociedade nos dias de hoje. Porque o amor não é racional.  Não é controlável, não é passível de análise dentro de padrões cartesianos. É um descontrole, uma manifestação inconsciente, uma patologia – ou seja, um incômodo. Deve, portanto, ser banido, ou pelo menos evitado como um mal desnecessário.&lt;br /&gt;Amar intensamente, e expor desavergonhadamente ao mundo a intensidade de tudo o que sinto, é portanto não só uma necessidade intrínseca ao meu ser impregnado de ternura, mas também uma atitude de resistência ao processo de desumanização a que estamos submetidos o tempo todo, e uma forma de dizer ao mundo que não concordo e recuso-me a compactuar com toda a mesquinhez, covardia e sordidez que vão sendo implementadas e consolidadas ao longo deste processo.&lt;br /&gt;   Sem a pretensão de ser entendida. Ou amparada. Apenas amando, contra a       corrente. Muito e sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8194914621339674623?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8194914621339674623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8194914621339674623&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8194914621339674623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8194914621339674623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/02/manifesto-do-amor-necessario.html' title='Manifesto do Amor Necessário'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-4486248414106705716</id><published>2009-01-27T10:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T10:52:25.195-08:00</updated><title type='text'>TPM</title><content type='html'>Não sei o que fazer com isso tudo que o corpo sente. &lt;br /&gt;É realmente algo estranho e perigoso ser mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-4486248414106705716?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/4486248414106705716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=4486248414106705716&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4486248414106705716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4486248414106705716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/01/tpm.html' title='TPM'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8214870939987802896</id><published>2009-01-24T08:20:00.000-08:00</published><updated>2009-05-27T11:16:08.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>A Esquizofrenia do Mundo</title><content type='html'>A esquizofrenia do mundo provoca revoadas de borboletas no meu estômago.&lt;br /&gt;Enquanto caminho pelas mesmas ruas por onde caminhei toda a vida&lt;br /&gt;penso no que aconteceria se pudesse andar de olhos e ouvidos fechados,&lt;br /&gt;mas ainda assim andar, numa espécie de semi-autismo, ativo e voluntário.&lt;br /&gt;(contraditório? absurdo?...)&lt;br /&gt;Ah, mundo! Por que não me deixa em paz de uma vez?&lt;br /&gt;Por que a humanidade não vai ver se eu estou na esquina?&lt;br /&gt;Que os celulares derretam e os computadores explodam,&lt;br /&gt;e os corretores da bolsa de valores&lt;br /&gt;e os corretores de todos os seguros&lt;br /&gt;e os  malditos corretores de imóveis&lt;br /&gt;e os corretores de alma, sangue e supostos sonhos&lt;br /&gt;sejam todos jogados na rua de cueca samba-canção e narizes de palhaço&lt;br /&gt;e que pelo amor de Deus, de Jah, de Buda, de Oxalá,&lt;br /&gt;e de todos estes entes dos quais nunca mais quero ouvir falar,&lt;br /&gt;não me dirijam mais a palavra.&lt;br /&gt;Aos advogados, testemunhas de jeová, psicólogos, políticos e todos os demagogos,&lt;br /&gt;aviso que não nasci.&lt;br /&gt;Aos programadores, analistas de sistemas, cientistas e especialistas de todos os tipos,&lt;br /&gt;aos filhos, discípulos e adoradores da técnica,&lt;br /&gt;digo que sequer sei fazer fogo esfregando gravetos&lt;br /&gt;e que ainda uso pedras lascadas para estripar animais mortos.&lt;br /&gt;Parem de tentar me enfiar pela goela abaixo produtos de funcionalidade questionável e qualidade duvidosa. &lt;br /&gt;Não tentem me vender nada. Não tentem me fidelizar.&lt;br /&gt;Não tentem embotar o meu raciocínio com suas mensagens subliminares&lt;br /&gt;e sua gestalt de merda. Sou cega. Sou surda.&lt;br /&gt;Seu fetiche de pernas escancaradas não me seduz.&lt;br /&gt;Ah, por favor, não falem comigo. &lt;br /&gt;Eu mordo. Eu tenho pressa. Eu tenho raiva. Eu tenho fome.&lt;br /&gt;Eu tenho um nó no peito e borboletas no estômago e olhos inchados de lágrimas.&lt;br /&gt;Eu tenho uma bomba atômica e não tenho medo de usá-la.&lt;br /&gt;Eu tenho acima de tudo a alma convulsiva de poesia em estado bruto.&lt;br /&gt;Eu sofro.&lt;br /&gt;E a única coisa que peço é pra ser deixada em paz.&lt;br /&gt;Antes que o mundo me exploda &lt;br /&gt;ou que eu  exploda o mundo.&lt;br /&gt;Antes que eu exploda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8214870939987802896?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8214870939987802896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8214870939987802896&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8214870939987802896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8214870939987802896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/01/esquizofrenia-do-mundo.html' title='A Esquizofrenia do Mundo'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-3222079362125030372</id><published>2009-01-03T09:57:00.000-08:00</published><updated>2009-04-16T08:40:05.363-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>01/01</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SW9uFkxn6XI/AAAAAAAAAcg/s9urRVFFu4w/s1600-h/Zcavvq.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 120px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SW9uFkxn6XI/AAAAAAAAAcg/s9urRVFFu4w/s200/Zcavvq.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291569129233836402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vê os fogos e não entende. Não entende o porque de sentir-se tão vazia de qualquer emoção, totalmente alheia à comoção geral à sua volta,  à profusão de beijos, abraços, cascatas de espumante, desejos de renovação. Não pode evitar a lembrança dos reveillons da infância, quando os fogos estouravam bem próximo às pessoas na faixa de areia, galáxias inteiras vindo em sua direção como se fossem tragá-la, provocando as mais vertiginosas sensações, euforia e um friozinho na barriga - ok, de vez em quando alguém se queimava... mas era tão, tão bonito... &lt;br /&gt;Nesta noite os fogos estão distantes, assim como está cada vez mais distante a menina de tranças e olhar embasbacado voltado pro céu onde  explodiam supernovas. A menina de então sentia o corpo inteiro inundar-se de emoções, a cabeça de sonhos, o peito de ternura, os olhos de expectativa, os ouvidos da música que trazia a promessa de infinitas possibilidades abrindo-se à sua frente em mais um ano de sua vida que brotava e crescia inebriada de desejos.&lt;br /&gt;A mulher deste primeiro de janeiro de mais um ano do terceiro milênio sente-se estranhamente triste e não sabe muito bem porquê. Seu corpo parece uma casca, um invólucro vazio de conteúdo, jogado de lá pra cá ao sabor dos empurrões dos milhões de espectadores da queima de fogos. Na cabeça as lembranças sobrepõem-se aos sonhos, tornando-a melancólica. No  peito um aperto, a ternura quase totalmente sufocada pelas costantes restrições impostas pela vida. Os fogos agora parecem apenas a reprise de um filme antigo e sem graça e os goles de espumante gelado dão algum alento à garganta ressecada que engoliu em seco ao pensar nisso tudo. E embora abrace os amigos e repita pra cada um deles os votos - sinceros – de um feliz ano novo, sente-se irremediavelmente só em meio à multidão que comemora em uníssono. &lt;br /&gt;Ela pensa em vida e em morte. Pensa em sua mãe e em seu filho. E pensa em si mesma como mais um elo neste estranho encadeamento de acontecimentos que se estende pra trás e pra diante com a mesma inconstante imprevisibilidade. Ela pensa em como seria bom se os desejos de renovação de tanta gente tivessem mesmo o mágico poder de alterar para sempre não só o seu estado de espírito, mas também o estado das coisas em geral, as próprias condições em que se encontram os milhares de seres humanos que perambulam a esmo sobre a face do planeta combalido terra. Ela fecha os olhos e tenta com toda a vontade de que é capaz concentar o pensamento em alguma coisa verdadeiramente boa e bela -  Saramago e Fernando Pessoa, Florbela e Clarice, Beethoven e Vinícius, Mayakovski e Mallarmé, Neruda e Chico Science, Picasso e Frida Kahlo, Pasolini e Manoel de Oliveira, Almodóvar e Pina Bausch...  – e resolve parar por aí porque há tanta beleza no mundo que chega a ser apavorante viver, e a beleza profunda nos dá a dimensão da própria existência, experimentar a beleza nos aproxima vertiginosamente da morte. Ela sente o nó do peito sufocado apertar-se ainda um pouco mais, e é impossível conter as lágrimas que já há algum tempo queimavam no canto dos olhos.&lt;br /&gt;Mas todo esse pensamento junto não dura mais que fração de segundo. Ela também quer comemorar. Ela quer deixar-se levar pelo apelo quase irrestível do êxtase generalizado, exclamar embevecida a cada nova explosão a colorir o céu de Copa. Ela quer e precisa disso, ela precisa esquecer, esquecer-se, ser esquecida, ela precisa mergulhar no gozo anõnimo das multidões embriagadas, embriagando-se ela mesma da loucura e dos sonhos alheios. Ela esvazia a mente e deixa que o espetáculo de luzes tome conta dos olhos e a confusão de sons misturados saídos de milhões de bocas entreabertas transforme-se em música a encher os ouvidos, e todo aquele momento impreguina-se de imanência mundana tornando-se um amontoado de sensações simplesmente prazerosas.&lt;br /&gt;Ela chora mas não há mais agonia. A tristeza subsiste e continua a incomodar, mas ela  balança a cabeça expulsando momentaneamente os pensamentos sombrios. E sorri desejando profundamente que ainda haja uma boa reserva de momentos felizes para ela e para todos aqueles a quem ama, todos os seres que respiram com ela esse ar já não tão puro, mas ainda capaz de renovar esperanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-3222079362125030372?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/3222079362125030372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=3222079362125030372&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3222079362125030372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3222079362125030372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2009/01/0101.html' title='01/01'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/SW9uFkxn6XI/AAAAAAAAAcg/s9urRVFFu4w/s72-c/Zcavvq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8490903374177604890</id><published>2008-12-11T05:47:00.000-08:00</published><updated>2009-05-27T11:16:45.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Antropofagicomic</title><content type='html'>Você vai embora e leva um pedaço de mim&lt;br /&gt;numa quentinha pra comer mais tarde.&lt;br /&gt;A luz do nascente que invade o meu quarto&lt;br /&gt;ilumina o pedaço de mim arrancado,&lt;br /&gt;banhado no molho pardo do sangue&lt;br /&gt;que há pouco corria em minhas veias &lt;br /&gt;até desaguar em sua boca que o sorvia.&lt;br /&gt;E eu ria, eu ria, eu ria,&lt;br /&gt;enquanto você canibalesco se fartava &lt;br /&gt;do banquete que eu te oferecia;&lt;br /&gt;enquanto você, obstinado e doente,&lt;br /&gt;cego e abstinente do meu corpo,&lt;br /&gt;me comia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8490903374177604890?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8490903374177604890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8490903374177604890&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8490903374177604890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8490903374177604890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/12/antropofagicomic.html' title='Antropofagicomic'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2767405663963077133</id><published>2008-11-13T14:32:00.000-08:00</published><updated>2009-04-16T08:38:31.496-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Blues cotidiano</title><content type='html'>Escovo os dentes no banho. Choro embaixo do chuveiro pra esconder as lágrimas de mim mesma. A mistura de ressaca com tpm é quase sempre indigesta... talvez amanhã o mundo volte aos eixos, talvez não, quem sabe?... maldita moral, maldita culpa. Um dia aprendo a viver sem (quando?)... Meto a tesoura nos cabelos, terapia eficaz.&lt;br /&gt;Pausa pro café. Cafeinômana, duas xícaras, açúcar e vapor, mais um pouco de açúcar, glicose é afago pra alma. Momento  suspenso no fio do tempo... momento de sentar no chão da varanda lateral e observar o casarão vermelho imponente no alto do morro, bebericando devagar o café doce/amargo.  &lt;br /&gt;Em cima da hora acabo vestindo a saia guarda-chuva que levanta com o vento. Na rua, ventania pré-tempestade, revoada de folhas, algazarra do ar  em movimento, e a minha bunda de fora na porta do banco, apertando inutilmente a droga do  botão com uma mão, empurrando a porta com a outra, tarde demais pra evitar a gargalhada dos moleques que passam...  &lt;br /&gt;Chove e eu choro embaixo da chuva só pra não perder o hábito de brincar de esconde-esconde. Ao menos a ventania parou, e a saia vai continuar no lugar até eu me distrair e passar em cima de um desses bueiros que sopram de baixo um ventinho intermitente.&lt;br /&gt;Refúgio na livraria. Fugindo da chuva , do aperto no peito e da abstinência de cafeína, bebo o café em golinhos calculados, minúsculos, pensamentos tolos, planos de dominação do mundo, um livro do Fernando Pessoa. um pouco de saudade de alguém do outro lado do mundo...&lt;br /&gt;Quando vejo que a chuva apertou eu saio. Saio e deixo a chuva levar de enxurrada os pensamentos tolos, os planos infalíveis, um restinho de culpa, leva a saudade chuva!; não, não levo. Pensando bem, até que essa saudade é boa de ter, através dela ele visita meus sonhos onde passeamos lentamente por um boulevard parisiense (nunca estive em Paris, mas no sonho ele me mostra como é...), ou tomamos café no foyer do CCBB e rimos destilando rabugices, ironias, devaneios e demências...&lt;br /&gt;Molhada, a saia que antes queria voar se cola ao meu corpo, e o sentido do tato  sobrepõe-se aos outros graças a esse contato, eu corro mas não quero mais fugir, correr apenas ponto. Pra um lugar que não existe porque ainda não foi inventado. Ainda não foi inventando lugar onde caibam meus sonhos, meu desejo de liberdade, meu desejo de delírio, meus desejos todos enfim, meu Desejo que é um deus sem templo a habitar.&lt;br /&gt;Abro a porta de casa, me dispo das roupas encharcadas e dos devaneios fortuitos, devia sentir frio mas meu corpo queima, entro no banho, escovo os dentes, choro. &lt;br /&gt;Bebo o café mais amargo do dia e mergulho na  profunda nostalgia que habita as tardes filminho-edredom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2767405663963077133?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2767405663963077133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2767405663963077133&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2767405663963077133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2767405663963077133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/11/blues-cotidiano.html' title='Blues cotidiano'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-3327053376172551375</id><published>2008-10-28T12:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:17:15.657-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Quatro bêbados</title><content type='html'>Somos quatro bêbados, eu, ela, ele, ela. A música da velha juke box soa onírica, talvez porque venha de um passado distante - custa-lhe atravessar a borda do tempo. Às vezes ponho moedas e desejo algo mais que a melodia  suja arranhada no vinil da vitrola. Desejo um pedaço dele, ele um pedaço dela, ela um pedaço dele, ele um pedaço de mim. Nossa roda ciranda etílica quase sempre ensandesce e termina e começa e rodando a minha cabeça não consegue mais fixar os olhos dele e para nos dela e volta pros dele e acaba nos dela novamente... São castanho-claro-verde-embotados. São raros.&lt;br /&gt;Ele acende um cigarro, traga, eu tomo um trago, ela bebe um copo, ele canta junto a melodia ancestral, eu também canto, eu sempre canto, todos cantamos quando estamos bêbados, todos cantamos agora. &lt;br /&gt;Só quem escuta é Seu Osvaldo, que trouxe a juke box de um passado remoto e instalou aqui ao lado da cozinha, pra alegria dos bêbados, pra alegria das putas, pra alegria dos cães, pra nossa alegria,  lentamente embalada ao som das notas espalhadas, esparramadas em nossos  corpos que se esbarram e se tocam movidos unicamente pela certeza de estarem fadados ao máximo possível de união permitida  aos seres de carne, sangue e sonhos quentes. Seu Osvaldo é testemunha ocular do momento exato em que somos arrebatados, confiamos nele. Somos foragidos do mundo-de-fora tentando esquivar-nos de fios débeis de sol que escorrem através das  fendas miúdas da janela fechada. Somos quatro bêbados tentando ser um, tentando ser três, tentando ser dois, voltando a ser quatro... eu, ele, ela, ele, não necessariamente nessa ordem, nesse tempo, nesse espaço. Somos som, movimento, somos fúrias, tesão, somos o momento em que o objeto lançado ao alto pára suspenso por um fio invisível preso ao infinito, somos a soma de inúmeras frações de desejos varridos pra debaixo do tapete das almas ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;Somos tudo isso, ao mesmo tempo, agora, sempre. Fomos, somos e seremos a república  etílica-onírica da juke box. Um não-lugar num tempo-espaço que existe apenas quando a música toca e nós a habitamos. Bebemos, cantamos e dançamos  unidos pelos laços da sagrada bebedeira sacramentados por Seu Osvaldo, que abastece nossos sonhos com mais uma saideira, desejando espertamente que a fonte nunca seque. Mesmo que o sol já vá alto lá fora, quatro bêbados brindamos, eu, ele, ela, ele. Mais uma moeda, por favor, the show must go on.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-3327053376172551375?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/3327053376172551375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=3327053376172551375&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3327053376172551375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3327053376172551375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/10/quatro-bbados.html' title='Quatro bêbados'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2926288184194407482</id><published>2008-09-02T14:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:17:46.910-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Cinza e pó</title><content type='html'>O momento de olhar praquilo tudo e perceber que quase nada se distingue em meio à massa  disforme, carbonizada. Quase tudo cinza e pó. Pequenos vestígios de plástico retorcidos formam estranhas esculturas, desafiando minha memória que insiste na tentativa quase sempre vã de recordar estes objetos em sua forma original. A ação do calor sobre o plástico é estranha e devastadora, mas olhando agora pra restos de pratos de acrílico e potinhos "tupperware", ouso dizer que é bela. Assustadora, mas terrivelmente bela. Penso em guardar os restos destes objetos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;souvenirs macabros. Imagino que dariam uma boa instalação. Sempre tive uma queda pela arte contemporânea. Qualquer um pode ser artista. Por que não eu? Verdade que sempre fui um reles vendedor de banca de jornal do centro da cidade. Vocês podem até achar legal esse papo de ter todas as notícias do mundo ali, à mão. Mas o fato é que você se cansa. Cansa de tanto acesso à informação. Não quer mais ler aquele monte de notícias manipuladas. Um dia viro artista de vez, tenho meia dúzia de idéias que acho que podem colar. Uns lances com vídeo-arte...&lt;br /&gt;Na verdade cheguei tarde demais. Os bombeiros já estiveram aqui, apagaram o fogo. E a perícia chegou surpreendentemente rápido, analisando todos os vestígios. Se conseguiram encontrar alguma possível prova das causas do suposto acidente, a esta altura já estão lá, preparando seus laudos. Tive medo de me aproximar demais, de ter de encarar a cena que encaro agora, remexendo nos escombros enegrecidos até ficar coberto eu mesmo por um pó preto que se gruda à minha pele de forma aparentemente ireversível. A imagem do caos em que se transformou sua casa imprime-se em minhas retinas irritadas. E você, ou o que quer que possa ter sobrado de você, não está aqui. Devem tê-la levado, sem deixar para mim sequer um farrapo de vestido queimado. Era algo que eu gostaria de guardar. Como lembrança.&lt;br /&gt;Lembrança desta noite. Daquele vestido verde decotado que sempre que você usava eu ficava com uma vontade louca de te comer. Você sabia disso e vestia ele de propósito toda vez que queria me chantagear. Você nunca valeu mesmo o prato que comia, não passava de uma vadia peituda que sabia exatamante o que fazer para manipular os homens, como sempre fez com todos os outros antes de mim. &lt;br /&gt;Você abriu a porta e me encarou com aquele seu olhar vazio de estátua grega. Me emputeci na hora. Me convidou pra entrar. Estava tomando uma taça de vinho. Aceitei a taça que você me ofereceu, sentando no sofá e olhando pros seus peitos. Visão que, junto com a primeiro gole do vinho, ajudou a arrefecer a raiva que eu sentia. &lt;br /&gt;"Cê sabe que eu faço tudo por você", comecei."Até mesmo me despencar até aqui às duas da manhã."&lt;br /&gt;"Sei. Sempre foi assim, né? Eu chamo e você vem..." (Você tentou, sem sucesso, imprimir um ar de descontração ao comentário...)&lt;br /&gt;"Pois então. Seu servo mais fiel está aqui novamente. O que você tem pra me dizer que não pode esperar até a luz do dia?"&lt;br /&gt;"Vou embora. Meu vôo sai às sete."&lt;br /&gt;"Brasília?" retruquei, já adivinhando, "vai voltar praquele filho-da-puta?"&lt;br /&gt;"Sei que é difícil pra você entender... mas estou ligada a ele por laços maiores do que os estabelecidos pelas relações humanas. É um lance cármico, sabe? Agora tenho certeza..."&lt;br /&gt;"Mas esse cara quase te matou!" (falei isso ainda sussurrando, tentando processar o absurdo do que você acabava de me dizer) "Cê saiu de lá, largou família e um bom cargo no governo pra fugir desse sacana! Que papo é esse de 'lance cármico'?"&lt;br /&gt;"Querido, Madame Cileide confirmou tudo! Eu e Clécio temos pendências de outras vidas pra resolver."&lt;br /&gt;"Como é que você pode acreditar nessa merda? Uma pessoa como você, filha de desembargador poderoso em Brasília, que estudou nos melhores colégios, formada em direito... Só falta me dizer agora que foi abduzida e tá grávida de um ET!!!" (a essa altura eu já estava gritando...)&lt;br /&gt;"Por isso nunca quis te contar. Porque sabia que você não me levaria a sério... Ficaria aí com esse seu jeito, fazendo piadinhas de mau-gosto..."&lt;br /&gt;Esse foi o momento da explosão. Parti pra cima com tudo. Eu estava decidido a te segurar aqui, nem que pra isso precisasse te amarrar ao pé da mesa. Você correu e se trancou no banheiro, choramingando e me chamando de covarde, canalha, escroto, e mais um punhado de adjetivos tão carinhosos quanto.&lt;br /&gt;Passei pela cozinha e fui até a área de serviço, procurando algo que eu pudesse usar pra te amarrar. Se você insistisse em ficar trancada no banheiro eu arrombava a porta e pronto. Te amarrava lá mesmo. Ouvi um grito, me virei e vi você ali parada na porta da cozinha.&lt;br /&gt;"Eu nunca te amei, imbecil. Era tudo fingimento. Usei você enquanto serviu aos meus propósitos, e agora te descarto porque não me serve mais. Você não passa de um fracassado com delírios de grandeza! Como você pode achar que eu ia me apaixonar por um vendedorzinho de banca de revista! Eu te odeio, você é um lixo..."&lt;br /&gt;Enquanto você continuava desfiando este rosário de elogios rasgados à minha pessoa, meus olhos pousaram por alguns segundos sobre a caixa de fóforos que repousava na pia, ao lado do fogão. Me lembrei de ter visto uma garrafa de álcool embaixo do tanque. Enquanto você ainda gritava, agarrei a garrafinha branca, e com ela na mão fui até a pia da cozinha em busca dos fósforos. Você se calou de repente quando eu joguei um bocado de álcool bem no meio do seu rosto, molhando a pele macia de princesa que você tinha. Você voltou a gritar e me xingar, sem conseguir abrir os olhos. Olhei pros seus peitos saltando do decote. Acho que suspirei.&lt;br /&gt;"Te amo, Lúcia."&lt;br /&gt;Risquei o fósforo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2926288184194407482?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2926288184194407482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2926288184194407482&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2926288184194407482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2926288184194407482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/09/o-momento-de-olhar-praquilo-tudo-e.html' title='Cinza e pó'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-5326072952992438523</id><published>2008-08-19T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:28:49.453-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chaotic city'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Quem quer ser Gisele?</title><content type='html'>Ouvi falar de um ônibus que anda circulando nas noites de Chaotic City. Dizem que é um ônibus da linha 434, Grajaú-Leblon. Mas que também pode ser da linha 107, Central-Urca. A única coisa que se sabe com certeza é que todos que pegam este ônibus transformam-se em Gisele Bündchen. Pagam a passagem, passam pela roleta, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;PUF!&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt; : Gisele Bündchen. Seguem ônibus adentro, rebolando as cadeiras. Homens, mulheres, crianças, anões... ninguém escapa.&lt;br /&gt;Ouvi comentários de que Gisele tem sido vista em lugares improváveis. Atrás do caixa de um supermercado. Dirigindo um táxi. Esfregando o chão do Miguel Couto. Comendo pastel no Saara. &lt;br /&gt;Especula-se que tudo isso faça parte de um plano colocado em prática por uma organização fundamentalista anti-humanidade, como forma de promover o fim definitivo da espécie humana. Este ônibus seria, portanto, o primeiro de muitos. Um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;test drive&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt; para verificar a eficácia da experiência. Afinal, segundo palavras supostamente ditas  pelo próprio líder da tal organização, Giseles seriam incapazes de procriar entre si e, portanto, de gerar descendentes pra continuar perpetuando a espécie. Hum...Particularmente tenho minhas dúvidas. Dia desses assisti a um documentário sobre escorpiões no National Geographic. Descobri que há uma raça de escorpiões onde todos os indivíduos são fêmeas. Estava tão interessante que eu dormi e perdi a parte que explicava como, mas o fato é que elas se reproduzem. E muito. E se Gisele Bündchen for uma parente distante das escorpiãs de Lesbos? Daí os planos do líder funadmentalista amti-humanidade não só iriam por água abaixo, como dariam origem a uma nova espécie de seres humanos saradona e turbinada, com incrível capacidade de auto-reprodução! Assustador... Ele teria, inclusive, se defendido publicando um manifesto - ao qual, que fique bem claro, não tive acesso, apenas ouvi falar, à boca miúda - onde declarava, dentre outras coisas, que sua única intenção é acelerar o processo de auto-destruição já iniciado pela própria humanidade...&lt;br /&gt;Há quem diga que não é nada disso. Que tal hipótese não passa de teoria de conspiração, delírio de gente paranóica. Supõem que o fenômeno do ônibus transformador de gente comum em Giseles Bündchens seja fruto da mente doentia de um velho cientista nazista, que vinha trabalhando às escondidas desde o fim da Segunda Guerra num projeto mirabolante cujo objetivo seria o de trazer mais beleza à humanidade através da uniformização radical. Comenta-se que, segundo o tal cientista, a diversidade, a mistura, estariam na raiz de um suposto "enfeiamento" cada vez maior dos seres humanos. Quem já ouviu falar das teorias dele costuma dizer que ele as defende com unhas e dentes em um brilhante tratado intitulado "Em Defesa da Uniformidade do Belo", onde ele enumera as vantagens políticas e econômicas da uniformização do ser humano em indivíduos de igual beleza, tamanho, forma e docilidade. Ah, e que ele teria desenvolvido um meio de reprodução assexuada das Giseles. Afinal de contas, sexo é uma coisa atrasada e contra-producente, que só serve pra atrapalhar a jornada do ser humano rumo a um futuro brilhante.&lt;br /&gt;Na dúvida entre acreditar em uma ou outra teoria, prefiro acreditar nas duas. E por via das dúvidas evito o ônibus de madrugada. Mas fica a critério de cada um o próprio destino. Você pode querer continuar sendo você mesmo. Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-5326072952992438523?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/5326072952992438523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=5326072952992438523&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5326072952992438523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5326072952992438523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/08/quem-quer-ser-gisele.html' title='Quem quer ser Gisele?'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-1292944116766592584</id><published>2008-07-16T09:57:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:18:21.319-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>De Madrugada</title><content type='html'>De madrugada escrevo.&lt;br /&gt;De dia faço quase nada...&lt;br /&gt;leio hqs e livros que eu já li,&lt;br /&gt;durmo em frente à tv,&lt;br /&gt;como comida congelada&lt;br /&gt;abençoada por santas microondas.&lt;br /&gt;De madrugada&lt;br /&gt;sacudo um pouco do torpor&lt;br /&gt;para fora do meu corpo,&lt;br /&gt;faço pequenas ranhuras &lt;br /&gt;no invólucro da letargia,&lt;br /&gt;e despejo palavras&lt;br /&gt;sobre páginas vazias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                (A Dama Vagabunda)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-1292944116766592584?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/1292944116766592584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=1292944116766592584&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/1292944116766592584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/1292944116766592584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/07/de-madrugada.html' title='De Madrugada'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2334550098856152592</id><published>2008-07-08T15:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T08:12:52.620-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'></title><content type='html'>Quanto mais nos comunicamos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais nos desentendemos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais nos desentendemos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais nos detestamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais nos detestamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais nos destruimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais nos destruimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais aumenta o consenso entre os sábios de Andrômeda e Alfa Centauro&lt;br /&gt;De que não passamos de um bando de idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em homenagem a Douglas Adams, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias - não saia da Terra sem ele!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2334550098856152592?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2334550098856152592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2334550098856152592&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2334550098856152592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2334550098856152592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/07/mais-uma-do-codenado.html' title=''/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-7211433982730197245</id><published>2008-07-02T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:19:38.682-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia-a-dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>Dando início à série " É Melhor ser surdo do que ouvir isso!"...</title><content type='html'># Para quem achava que conhecia o medo...Som ouvido num boteco do Rio Comprido: a música Pica-pau, aquela dos tempos da Jovem Guarda, em ritmo de... pagode!!!&lt;br /&gt;É inimaginável, só ouvindo mesmo pra alcançar a plenitude medonha da coisa.&lt;br /&gt;# A televisão é território vastíssimo da ignorância e baboseira, verdadeira porta-voz (e propagadora) do velho "febeapá" do Stanislaw - festival de besteiras que assola o país... (e fica cada vez maior). Dia desses tive que aturar aquela galera fascista do MV-Brasil defendendo em entrevista a volta do ensino de MORAL E CÍVICA nas escolas. Ainda bem que a gente não precisa levar muito a sério um grupo que espalha cartazes onde se lê: "halloween é bruxaria". Hahahahahahaha!!! Ufa, então tudo não basta de uma grande piada!&lt;br /&gt;Por outro lado,não há nada mais proveitoso do que passar uma tarde assistindo a programas de televendas. Todos aqueles produtos lindos e súper úteis! Como pude viver até agora sem uma escada que vira bancada? Sem falar na essencial máquina de cortar batata em cubinhos!! Iurrúlll!!! Dia desses tava assistindo a um desses programas, que vendia um remédio milagroso - e super confiável - para emagrecer. Lá pelas tantas fui premiada pela apresentadora loura peituda e obviamente intelectual com a seguinte pérola: " Depois que você toma o Slim-qualquercoisa você se sente satisfeito, sente uma saciez..." Peraí!!! Saciez? Até onde eu sei o termo correto seria "saciedade". Mas sabe quando você começa a duvidar um pouquinho de si mesmo?, pensei: "hum, talvez o termo saciez também possa ser usado nesse caso, e eu tô aqui julgando mal a pobre loira peituda...". Pra tirar a teima busquei o oráculo da pós-medernidade, vulgo Google. Digitei a palavra e esperei. Resposta do Google: "Você quis dizer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;maciez&lt;/span&gt;". Bom, então tá, essa palavra não existe mesmo. Talvez ela tenha querido dizer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;maciez&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-7211433982730197245?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/7211433982730197245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=7211433982730197245&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7211433982730197245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7211433982730197245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/07/dando-incio-srie-melhor-ser-surdo-do.html' title='Dando início à série &quot; É Melhor ser surdo do que ouvir isso!&quot;...'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-5166976100241896926</id><published>2008-06-24T12:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:19:40.373-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia-a-dia'/><title type='text'>Chaotic City News</title><content type='html'>Bem-vindo ao noticiário das seis horas de Chaotic City! Abaixo os destaques da noite:&lt;br /&gt;# Trãnsito parado na Perimetral, na Ponte Rio-Niterói, Praça da Bandeira, Presidente Vargas, Paulo de Frontin, Viaduto do Gasômetro, Pinheiro Machado, São Clemente... Tudo bem, quem mora em Chaotic City não tem pressa de chegar a lugar algum mesmo... &lt;br /&gt;# Ônibus mais desgovernado que o Brasil na época do carnaval invade estacionamento.&lt;br /&gt;# Homem escapa de morrer queimado por traficantes por tentar roubar uma bolsa na favela. A polícia o encontrou a tempo, mas ele foi preso por já ter antecedentes criminais. A mãe declara ao ser entrevistada: "é melhor que ele fique preso mesmo."&lt;br /&gt;# Policial é sequestrado e assassinado na Pavuna. Comandante do batalhão diz que a morte não foi encomendada, e sim uma fatalidade. OK. Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Saci Pererê também acham.&lt;br /&gt;# Após sequestro que culminou na morte de três rapazes praticada por soldados e um oficial semana passada, decisão judicial obriga o exército a deixar o Morro da Providência, sendo substtuído pela nossa sempre cordial Polícia Militar. A troca certamente deixa os moradores da favela muito aliviados, com a certeza de que poderão dormir tranquilos.&lt;br /&gt;# Presidente Lula aprova Projeto de Lei que prevê indenização para as famílias dos três rapazes assassinados. Indenização esta que virá acompanhada de uma carta dizendo: "Aí, minha gente, foi malzão mesmo! Mas tudo bem, vamos embolsar essa graninha e não se fala mais nisso né?..."&lt;br /&gt;# Tentativa de assalto termina em tiroteio no Caju. Duas pessoas morrem. O lado bom é que já morreram perto do cemitério.&lt;br /&gt;# Acidentes no trânsito: Ônibus bate em pilastra na Zona Norte. 18 feridos./ Acidente envolvendo ônibus e van em alta velocidade mata 2 e deixa 12 feridos na Zona Oeste./ 2 acidentes graves na Linha Amarela. O segundo aconteceu porque o motorista se distraiu olhando o primeiro.&lt;br /&gt;# Chacina na Baixada. Cinco pessoas mortas em Duque de Caxias. O alvo era um policial. Mas o assassino tava de mau humor e resolveu meter bala em todo mundo que tava por perto.&lt;br /&gt;# Polícia prende quadrilha especializada em roubar remédios pra câncer (!!!)que seriam distribuídos gratuitamente nos postos de saúde (!!!!!!) e revendê-los a preços exorbitantes.&lt;br /&gt;# Last, but not least: O presidente Lula anuncia a liberação de R$ 85 milhões (!!!!!!) para a candidatura da Chaotic City a sede dos Jogos Olímpicos. Uma cidade pacata, tranquila e organizada como essa realmente merece. Verbas para segurança? Educação? Saúde? Pra que, se nós podemos ter Jogos Olímpicos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-5166976100241896926?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/5166976100241896926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=5166976100241896926&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5166976100241896926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/5166976100241896926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/06/chaotic-city-news.html' title='Chaotic City News'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-4454399377933269551</id><published>2008-06-13T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:20:05.361-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>Cãodenado na área</title><content type='html'>Cãodenado é mais um dos personagens que habitam o universo vagabundo-esquizóide, este  não-lugar onde se esforçam pra co-existir pacificamente seres como A Mulher do Bandido, A Dama Vagabunda(que gentilmente empresta seu nome ao blog) e  a Bonequinha de Lixo.&lt;br /&gt;Divide seu tempo entre a indignação, a depressão e o enfado. Às vezes é tomado por uma euforia revolucionária e tem ímpetos de transformação da realidade. Nada que uma olhadinha no jornal não arrefeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série "Fragmentos Niilistas":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmento-alienação-pós-moderna:&lt;br /&gt;Viva o evento!&lt;br /&gt;Palavras? Sempre! Ao vento...&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras, mal-usadas,&lt;br /&gt;De forma leviana, &lt;br /&gt;Tornam cada vez mais enfadonhas&lt;br /&gt;As relações (des)humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho-utopia de um amigo:&lt;br /&gt;troquemos nossos carros&lt;br /&gt;por estantes cheias de livros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um  olhar supra-sensorial&lt;br /&gt;Para ver através, e além&lt;br /&gt;Do torpor habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   ## Cãodenado #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Obs.: se você, assim como eu, revoltou-se com o uso abusivo do hífem neste post, não fique calado! Faça sua denúncia em www.amahífen.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-4454399377933269551?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/4454399377933269551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=4454399377933269551&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4454399377933269551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/4454399377933269551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/06/codenado-na-rea.html' title='Cãodenado na área'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-8622493886984064613</id><published>2008-06-07T13:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:21:15.384-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Tecnicolor</title><content type='html'>Na frente do espelho percebo&lt;br /&gt;que o esmalte vermelho e o cabelo preto&lt;br /&gt;são os subterfúgios de cor que inventei pra mim&lt;br /&gt;porque me inventaram assim: cabelo claro, unha branca.&lt;br /&gt;Mas o colorama das unhas, wellaton dos cabelos&lt;br /&gt;São pura reinvenção do olhar que quero do mundo.&lt;br /&gt;São o meu jeito de mostrar, na superfície do que sou,&lt;br /&gt;um profundo desejo de  recolorir tudo.&lt;br /&gt;Mudo a cor dos cabelos. Mudo o mundo?&lt;br /&gt;Inverto tudo e invento: cabelo vermelho, unhas pretas.&lt;br /&gt;E pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(poeminha da Dama Vagabunda)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-8622493886984064613?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/8622493886984064613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=8622493886984064613&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8622493886984064613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/8622493886984064613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/06/tecnicolor.html' title='Tecnicolor'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-2806426895658974978</id><published>2008-06-07T13:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:23:41.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chaotic city'/><title type='text'>Rapidinhas da Chaotic City</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;Drummond Volta a Enxergar&lt;br /&gt;Foram repostos essa semana, pela quarta vez, os óculos roubados da estátua do Drummond. Cada nova reposição custa aos cofres públicos R$3000. &lt;br /&gt;Caso sintomático da situação em que se encontra a Chaotic City. Talvez Drummond preferisse ficar sem enxergar nada mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;Promoção e "Pramocinha"&lt;br /&gt;Os ônibus que circulam em Chaotic City (verdadeiros símbolos da civilidade e organização de nossa querida cidade)inovam mais uma vez, criando a "promoção maquiada".  Ônibus com ar-condicionado circulam por aí, em pleno pré-inverno, com plaquinhas onde se lê: "Promoção: R$ 2,10". Eba! Promoção! Opa, peraí... R$2,10 é o preço normal da passagem! Quer dizer então que, no inverno, a gente paga o mesmo valor pra sentir três vezes mais frio???&lt;br /&gt;Deve ser porque frio é chique , uma coisa assim meio européia, né?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-2806426895658974978?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/2806426895658974978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=2806426895658974978&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2806426895658974978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/2806426895658974978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/06/rapidinhas-da-chaotic-city.html' title='Rapidinhas da Chaotic City'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-747952447452537910</id><published>2008-05-31T12:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:25:25.929-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><title type='text'>Eagle vs Shark - Uma estranha estória de amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eagle vs Shark &lt;/span&gt;é  um filme que não tem uma estória com enredo clássico, cheio de reviravoltas e surpresas, com picos de emoção e suspense, etc, etc. Não tem uma estória empolgante... é um filme sobre pessoas estranhas, com relações idem, que levam uma vida comum (a vida comum É estranha!). Aliás, é da Nova Zelândia que, cá entre nós, é um lugar deveras estranho, terra natal do ornitorrinco e do demônio da Tasmânia...&lt;br /&gt;É um tratado sobre a estranheza sem no entanto ostentar a pretensão de sê-lo; a essência do enredo é de uma simplicidade incrível, até mesmo banal: moça conhece rapaz, se apaixona, começam a namorar, a relação é posta à prova e ela consegue enfim mostrar que seu amor está acima de qualquer obstáculo. Poderia ser a sinopse de uma comédia romântica bem ao estilo hollywoodiano. E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eagle vs Shark&lt;/span&gt; até pode ser chamado de comédia romântica: o filme é muito engraçado, mesclando momentos de total escracho com outros onde o humor é sutilmente implícito, e é acima de tudo uma história de amor. Há, no entanto, muito mais que isso em Eagle vs Shark. O melhor da história não é o que está explícito, e sim as mensagens mais ou menos escondidas nas entrelinhas. São elas que verdadeiramente emocionam e produzem questionamentos. Para percebê-las há que se ter apenas o mínimo de sutileza.&lt;br /&gt;A protagonista é Lily, típica "looser", desgrenhada,solitária,tímida e encolhida, que mora com um irmão tão abobalhado quanto ela e tem um empreguinho maçante numa lanchonete fast-food onde tenta inutilmente "se enturmar" com a colega de trabalho popular. Ela se apaixona por Jarrod, sujeito extremamente nerd, arrogante e com tendência a fantasias de auto-exaltação, que trabalha numa loja de brinquedos/locadora. É claro que todo o seu egocentrismo esconde uma tremenda insegurança, que vai se revelando quando ele convence Lily a viajar para sua pequena cidade natal, com o intuito de colocar em prática um plano de vingança contra o valentão da escola, que batia nele quando era criança.&lt;br /&gt;A partir daí, o castelo de cartas de Jarrod vai aos poucos desabando, e todas a suas neuroses vêm à tona enquanto nos confrontamos com sua família e seu passado, como o fantasma do irmão morto, por exemplo, que era campeão em tudo e idolatrado pelo pai, que praticamente ignora sua existência. Fica claro o que já era presumível: por trás de toda a arrogância, Jarrod é um sujeito profundamente frustrado, que apenas finje se considerar o último biscoito do pacote.&lt;br /&gt;Lily, por outra lado, aceita as chatices mal-criadas de Jarrod sem reagir. No entanto, vai conquistando aos poucos sua família,com seu estilo autêntico e "sem-jeito", mas com um grande coração - inclusive o pai, o que vai deixando Jarrod cada vez mais enciumado e frustrado, enquanto treina pra colocar em prática sua vingança pessoal ( mistura de treinamento ninja com técnicas de guerra, as cenas em que ele se prepara para o "combate" estão entre as mais hilárias do filme).&lt;br /&gt;O desfecho de seu encontro com o "inimigo" é surpreendente. E a presença de Lily acaba sendo fundamantal na reconciliação de Jarrod com o pai e com o próprio passado. &lt;br /&gt;Ah, e o final é fofo, fofo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o nome do filme em Português é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Loucos por Nada&lt;/span&gt; (pergunta que não quer calar: quem inventa esses diabos desses títulos em Português???)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-747952447452537910?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/747952447452537910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=747952447452537910&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/747952447452537910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/747952447452537910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/05/eagle-vs-shark-uma-estranha-estria-de.html' title='Eagle vs Shark - Uma estranha estória de amor'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-3269597581948122915</id><published>2008-05-29T15:04:00.001-07:00</published><updated>2009-04-16T08:07:05.483-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'></title><content type='html'>Mais um habitante do universo vagabundo apresentando-se: A Mulher do Bandido. &lt;br /&gt;A Mulher do Bandido é completamente passional e quando ama alguém esquece-se completamente de amar a si mesma(o que aliás ocorre com freqüencia inacreditável, eu diria que já é quase um estado permanente do espírito da pobre...) &lt;br /&gt;O conto a seguir foi escrito por ela. Leiam e tirem suas próprias conclusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               ## Bromélia #&lt;br /&gt;                                                 # A Mulher do Bandido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na janela da sala temos um vaso com uma bromélia. Tínhamos sonhos e fazíamos planos. Tínhamos a sólida certeza de um futuro em comum e a confortável segurança de um amor tranquilo. Éramos cúmplices.&lt;br /&gt;A bromélia foi comprada no dia mesmo em que nos mudamos para nossa casa. Enfim juntos. Enfim sós. Coloquei-a na janela do apartamento completamente vazio. A bromélia foi o nosso primeiro bem comum.&lt;br /&gt;Hoje parto. Da casa, agora cheia de móveis e objetos, levo apenas uma mochila com algumas roupas e pertences pessoais, além da caixinha de música onde aos poucos fui guardando os cacos dos sonhos estilhaçados, e agora carrego comigo como um macabro souvenir.&lt;br /&gt;A bromélia continua lá. Vou até a janela, mochila já nas costas, pego o vaso e  me viro na direção da porta da rua; paro, tomando um último fôlego. Então ele aparece no final do corredor, desgrenhado, com duas enormes bolsas embaixo dos olhos. “Não devo estar muito melhor do que isso”, eu penso, enquanto tento obrigar minhas pernas a caminhar rumo à desconhecida e tantas vezes ansiada liberdade do mundo lá fora.&lt;br /&gt;Antes que eu  consiga fazê-las me obedecer, ele me alcança.e segura firme em meu antebraço – como já o fizera tantas vezes antes, e eu sinto a força e a coragem a tanto custo reunidas começando a esvair-se por entre os dedos cravados em minha carne.&lt;br /&gt;“O que você está fazendo?” – apenas um sussurro entre os entre os dentes trincados – “o que pensa que está fazendo???”&lt;br /&gt;“Adeus” – é tudo o que consigo responder, cabeça baixa, sem conseguir encarar seus olhos inflamados. &lt;br /&gt;“A bromélia fica.”&lt;br /&gt;“O quê?”&lt;br /&gt;“Você vai, sua puta, e a bromélia fica.” &lt;br /&gt;  Sinto que estou perdendo o controle : “mas  fui quem comprou a porra da bromélia!!!!” &lt;br /&gt;Num impulso vigoroso me desvencilho de seu punho cravado no meu antebraço, empurrando-o para o lado com toda a força de que sou capaz. Ele então investe furioso sobre mim, os dois braços esticados em direção ao meu pescoço. Eu seguro o vaso da bromélia entre as mãos, fazendo menção de quebrá-lo, até sentir suas mãos em volta do meu pescoço. Apertando firme. Sinto-me sufocar e o vaso escorrega por entre os meus braços, espatifando-se no chão. Ele então afrouxa as mãos em volta do meu pescoço, ambos olhamos para o vaso espatifado no chão, terra e cacos espalhados. Por alguns segundos ficamos parados ali olhando, como se o tempo estivesse em suspenso. &lt;br /&gt;Então ele me olha com lágrimas nos olhos, passa as mãos em meus cabelos e me envolve em um abraço apertado de desespero. Angústia  e lágrimas misturam-se à densa atmosfera deste instante. Agora ambos choramos compulsivamente, e uma exaustão mais forte do que eu  me impede de tentar resistir  quando ele cola sua boca na minha . Então nos beijamos sôfregamente, suados e exauridos, rostos cobertos de lágrimas, músculos trêmulos.&lt;br /&gt;Ele finalmente me solta. Sinto-me partida ao meio e caio de joelhos ao lado do vaso espatifado no chão. Não consigo conter a torrente de lágrimas. Ele se aproxima tirando a mochila das minhas costas.&lt;br /&gt;“É melhor você limpar essa sujeira”, é o que ouço ele dizer enquanto caminha em direção ao quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-3269597581948122915?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/3269597581948122915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=3269597581948122915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3269597581948122915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/3269597581948122915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/05/mais-um-habitante-do-universo-vagabundo.html' title=''/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-7737224202944771642</id><published>2008-05-24T10:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:17:31.290-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chaotic city'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão de mundo'/><title type='text'>Crônicas de Chaotic City  - "Essa cidade me atravessa..."</title><content type='html'>Ponho os pés na rua e constato: típica manhã ensolarada de sábado. Luz estourada obrigando minhas pupilas preguiçosas a encolherem-se meio a contragosto por detrás dos indispensáveis óculos de lente escura. Vou pro trabalho.&lt;br /&gt;   Em manhãs de sábado como esta posso testemunhar um dos mais curiosos fenômenos inerentes à vida dos habitantes de Chaotic City: hordas de pessoas sumariamente (mal) vestidas amontoam-se em ônibus velhos, quase sempre dirigidos por sujeitos neuróticos, rumo à longas faixas de areia onde terão de disputar com outros milhões de indivíduos espaço ao menos suficiente para acomodar seus glúteos sobre a areia escaldante. Pode-se caminhar quilômetros em sinuoso e nada prático zigue-zague por entre cadeiras e mulheres deitadas - que paradoxalmente não admitem ser atingidas por alguns míseros grãozinhos inevitavelmente lançados pelas passadas dos transeuntes,  embora estejam estendidas em meio à  toneladas de areia - sem encontrar uma sombrinha sequer, a não ser a pífia e insuficiente provocada pelos guarda-sóis. Não fosse  a presença do mar logo ali, poderia-se pensar que o Saara é aqui... Embora o curto caminho para chegar ao mar esteja tomado por centenas de sombrinhas, cadeiras, isopores e piscinas de criança, provavelmente já é um consolo saber que ele está ali, mesmo que quase invisível por detrás de tantos obstáculos.&lt;br /&gt;   Tais considerações povoam minha mente enquanto me espremo num canto do 433 lotado em pleno sábado onze e meia da manhã. Bom, nada de novo, a lotação é apenas um dos inúmeros aspectos da sinistra sina de milhões de seres obrigados a fazer uso do transporte público em Chaotic City.&lt;br /&gt;   O que me faz pensar na estranha relação que tenho com a cidade. Que eu poderia até chamar de simbiótica - se fosse saudável. A cidade me enlouquece, me estupra, me irrita, me deprime. Eu a hostilizo sem um pingo de compaixão.&lt;br /&gt;   Sinto-me, entretanto, intrínsicamente, organicamente ligada a ela, como se o fluxo caótico dos carros nas ruas desorganizadas fosse o próprio reflexo do pulsar incessante do sangue correndo em minhas vias, ops!, veias. O atrativo existe, embora intangível. Deve haver uma espécie de parentesco ancestral, um ponto invisível onde nossos DNAs, o traduzido e o intradutível, se fundem numa miscigenação incestuosa. A cidade me afugenta mas eu não fujo. Às vezes, em arroubos quase naïf, chego a crer que posso enfrentá-la com explosões de indignação incontida ou tentativas inúteis de apelo à supostos resquícios de civilidade. A cidade apenas escarnece da minha ingenuidade, com promíscuos tapinhas nas costas...&lt;br /&gt;   Após deixar pra trás a praia do Flamengo, o ônibus pega enfim o aterro. Ainda bem que existe o aterro, privilégio poder passar por ele, admirando os contornos do Pão  de Açúcar.&lt;br /&gt;   Minha relação com a Chaotic City é completamente sadomasoquista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-7737224202944771642?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/7737224202944771642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=7737224202944771642&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7737224202944771642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/7737224202944771642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/05/crnicas-de-chaotic-city-essa-cidade-me.html' title='Crônicas de Chaotic City  - &quot;Essa cidade me atravessa...&quot;'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3679401091750629227.post-1899377958318397670</id><published>2008-05-21T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T11:26:23.516-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Muito Prazer...</title><content type='html'>A princípio, apresentamo-nos. Começando por aquela que empresta seu nome ao título do blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dama Vagabunda:&lt;br /&gt;Enfia o pé na jaca, sim!, mas de scarpin - e sem quebrar o salto # Não tem vergonha de sofrer por amor - tenta evitar o choro apenas para não borrar a maquiagem (quase sempre sem sucesso...) # Tem opinião própria, senso crítico e noção estética. E os expõe ao mundo, doa a quem doer # Tem uma compulsão crônica e inconsequente por se lançar em desventuras. Curte fossa ao som de Maysa sem vergonha de parecer clichê # Ama e odeia a humanidade com a mesma intensidade - tem compaixão pelas pessoas, odeia as injustiças, e as desigualdades a deixam indignada, mas acredita que a única solução para os males do mundo é a propagação de um vírus mortal que varra a espécie humana da face da Terra # É nostálgica e sente saudades de uma porção de momentos que sequer viveu - do Big Bang, da queda da Bastilha, dos happenings dadaítas, do maio de 68... # faz trocadilhos - inteligentes ou não... # Sente-se extremamente inspirada quando sofre por amor - desilusões amorosas estimulam cruelmente sua criatividade... # não tem o menor saco para indivíduos desprovidos de senso de humor, sem o qual, aliás, torna-se impossível suportar a chatice de existir e a caretice reinante nos dias de hoje # tem vícios, lícitos e ilícitos # tem boas maneiras e conhece as regras de etiqueta, especialmente para mandá-las pro espaço nas constantes situações em que perder a compostura se faz estritamente necessário. Se o barraco é inevitável... # brinda cerveja como se fosse champagne # bebe champagne como se fosse cerveja # detesta gente blasé (embora confesse, um pouco envergonhada, uma certa tendência masoquista a se sentir atraída por seres "inatingíveis") # experimenta momentos de beleza insuportável lendo, ouvindo música ou vendo um filme, e sente nessas horas a proximidade estranha da morte # encerra por aqui pois, embora ainda haja muito a ser dito sobre sua multifacetada personlidade, isso aqui não é uma sessão de análise!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3679401091750629227-1899377958318397670?l=adamavagabunda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/feeds/1899377958318397670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3679401091750629227&amp;postID=1899377958318397670&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/1899377958318397670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3679401091750629227/posts/default/1899377958318397670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adamavagabunda.blogspot.com/2008/05/muito-prazer.html' title='Muito Prazer...'/><author><name>Aurora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17024724039311053526</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_LsE-tWvFaU0/S55UWnF9jxI/AAAAAAAABGg/9OT0NJVs8_s/S220/bike.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
